Quinta-feira, 16 de Julho de 2009

JOHN FORD EM CENA MUDA

Fragmento da Revista Cena Muda, de 16 de março de 1943, com uma matéria do jornalista A. Wolf.

Quarta-feira, 15 de Julho de 2009

XADREZ NO VELHO OESTE


Nota: foto do meu acervo de recortes.

Terça-feira, 7 de Julho de 2009

ALL’OMBRA DI UNA COLT

Hò voglia di sentire fra Le ditta
Il legno caldo di um aratro
Le spigh pungente del grano
I capeli morbidi della mia donna
Ma non posso, perchè devo uccidere.

Hò voglia di guardare negli occhi La gente
Di vederla sorridere
Stringere La mano a tutti
E di sentirmela stringere
Ma non posso, perchè devo uccidere.

Le colline del sud mi aspettano
Vicina degli alberi, piangono
La primavera ritorna
Non hò tempo per muorire.

In queste cose il senso del vero
È da parlare ma La voce me vieno in meno.


NOTA: Com seu carregadíssimo sotaque napolitano, o visitante Andrey Avino me envia os versos da poesia declamada no filme “A Sombra de um Revolver” (All' Ombra Di Una Colt/1965), de Giovanni Grimaldi. Música de Nico Fidenco executada por Willy Brezza e sua Orquestra.

TAMANHO G

Os astros de tamanho "G" também tiveram seu espaço na costelação hollywoodiana. Entre eles estão:

1,80 m: Vanessa Redgrave
1,82 m: John Travolta
1,83 m: Geena Davis
1,85 m: Harrison Ford, Jon Voight
1,88 m: Warren Beatty, Peter Fonda, Sean Connery, Jeff Bridges
1,89 m: Gregory Peck, Sigourney Weaver
1,93 m: Clint Eastwood
1,96 m: John Wayne
1,98 m: Rock Hudson

OS MELHORES DIRETORES

Em 1995 juntei um grupo de amigos cinéfilos (Edson Aquino, Wilson Roberto, Vicente Januário, Roberto Furtado, Osório Almeida, Falves Silva, Francisco Galvão, Rodrigues Neto) para escolhermos os 10 melhores filmes do século e 10 melhores diretores. 29 cineastas foram lembrados.

VOTOS:
05 - John Ford
05 - Stanley Kubrick

03 - Alfred Hitchcock
03 - Charles Chaplin
03 - David Lean

02 - Elya Kazan
02 - Federico Fellini
02 - Francis Ford Coppola
02 - Michael Curtiz
02 - Roman Polanski
02 - Sam Peckinpah
02 - Steven Spilberg

01 - Akira Kurosawa
01 - Cecil B. De Mille
01 - Domingos de Oliveira
01 - George Cukor
01 - François Truffaut
01 - Howard Hawks
01 - John Sturges
01 - Jacques Tati
01 - Martin Scorsese
01 - Oliver Stone
01 - Orson Welles
01 - Robert Altman
01 - Sergio Leone
01 - Serguei M. Eisenstein
01 - Sidney Lumet
01 - Woody Allen

Segunda-feira, 6 de Julho de 2009

JORNAL DE HOJE


No último dia 02 o jornalista Alex Medeiros, em sua coluna Portfólio, no Jornal de Hoje, comentou sobre o blog. Agradeço suas palavras, o que me dá um grau maior de responsabilidade sobre o que escrevo.

Sábado, 4 de Julho de 2009

TAMANHO P

Tamanho nunca foi problema para o cinema. Em um mundo de astros e estrelas, os baixinhos sempre tiveram seu glamour na "constelação" hollywoodiana. "Girafa" ou "chaveirinho" o importante mesmo é ter talento. Aqui uma relação de nomes, e a respectiva altura (até 1,70)...:

1,45 m: Linda Hunt
1,52 m: Dolly Parton, Janet Gaynor
1,53 m: Carmen Miranda
1,55 m: Danny Devito; Carrie Fisher, Bette Midler e Debbie Reynolds
1,56 m: Michael J. Fox e Alan Ladd
1,58 m: Linda Blair; Sally Field, Priscilla Presley, James Dean e Natalie Wood
1,61 m: Mickey Rooney
1,64 m: Humphrey Bogart
1,66 m: Charles Bronson
1,67 m: Al Pacino
1,68 m: Marlon Brando, Jean-Claude Van Damme
1,70 m: Dustin Hoffman

Quinta-feira, 2 de Julho de 2009

UM MINUTO DE SILÊNCIO PARA...

Karl Malden (1912-2009)

Quarta-feira, 1 de Julho de 2009

JOHN WAYNE NO SESC

O Rio Grande – Fã-Clube – John Wayne, em parceria com o SESC (Serviço Social do Comércio) está realizando um Tributo a John Wayne pelos 30 anos de seu falecimento. Fotos e cartazes, expostos no saguão do restaurante. Filmes exibidos sempre ao meio dia no auditório do SESC da Av. Rio Branco, 375, Centro – Natal/RN.

PROGRAMAÇÃO:

01/07 - “No Tempo das Diligências” (Stagecoach/1939)
03/07 – “Depois do Vendaval” (The Quiet Man/1952)
06/07 – “O Bárbaro e A Gueixa” (The Barbarian and the Geisha/1958)
08/07 – “A Lenda dos Desaparecidos” (Legend of the Lost/1957)
10/07 – “Jamais Foram Vencidos” (The Undefeated/1969).

Quinta-feira, 25 de Junho de 2009

UM MINUTO DE SILÊNCIO PARA...

Farrah Fawcett (1947-2009)

Quarta-feira, 24 de Junho de 2009

DEUSAS NA VOZ DE CAETANO VELOSO

Caminhando contra o vento
Sem lenço
Sem documento
No sol de quase dezembro
Eu vou
O sol se reparte em crimes
Espaçonaves, guerrilhas
Em cardinales bonitas
Eu vou


Em caras de presidentes
Em grandes beijos de amor
Em dentes, pernas, bandeiras
Bomba e brigitte bardot
O sol nas bancas de revista
Me enche de alegria e preguiça
Quem lê tanta notícia
Eu vou
Por entre fotos e nomes
Os olhos cheios de cores
O peito cheio de amores vãos
Eu vouPor que não, por que não
Ela pensa em casamento
E eu nunca mais fui à escola
Sem lenço, sem documento
Eu vouEu tomo uma coca-cola
Ela pensa em casamento
E uma canção me consola
Eu vou
Por entre fotos e nomes
Sem livros e sem fuzil
Sem fome sem telefone
No coração do brasil
Ela nem sabe até pensei
Em cantar na televisão
O sol é tão bonito
Eu vouSem lenço, sem documento
Nada no bolso ou nas mãos
Eu quero seguir vivendo, amor
Eu vouPor que não, por que não...


NOTA:

Música: Alegria, Alegria. 4º Lugar no Festival Festival de música da TV Record, em São Paulo, em 1967.
Autor/Cantor: Caetano Veloso

Click para ouví-la:
http://www.paixaoeromance.com/60decada/alegria/halegria.htm

Sábado, 20 de Junho de 2009

A LOIRA DO REX




Eugênia Araujo, resgatada pela Revista Brouhaha - editada pela Capitania das Artes, instituição cultural da Prefeitura municipal de Natal - em um texto de Patrícia Cordeiro e fotos do Diário de Natal/Morais Neto. Eugênia, a famosa "loira do Rex", trabalhou 22 anos como bilheteira naquele estabelecimento. Excelente pesquisa de Memória Popular (click sobre cada foto para ler a matéria).

O DIA

Encontrei, em um canto cheio de revistas velhas, este fragmento do jornal carioca O Dia - datado de 5ª feira, 11 de março de 1943 - e decidi compartilhá-lo com meus visitantes cinéfilos...

Segunda-feira, 15 de Junho de 2009

FLYNN E WAYNE NO TCM

Para comemorar os 1oo Anos de Nascimento de Errol Flynn (20.06.1909-14.10.1959), e os 30 de Morte de John Wayne, o canal TCM (Turner Classic Movies) está exibindo filmes com esses dois astros nas tardes de sábados e domingos. Sempre a partir das 14h. Imperdível!

Sexta-feira, 12 de Junho de 2009

TRIBUTO A JOHN WAYNE: 30 Anos

JOHN WAYNE: 11.06.1979

Segunda-feira, 8 de Junho de 2009

GENTILEZA GARDIANA...

Ava Gardner gentilmente acende o cigarro do ator José Lewgoy, no Rio de Janeiro, em 1954.

Nota: foto do meu acervo de recortes.

PAUSA PARA O LANCHE...

Lee Van Cliff e Giuliano Gemma tomam seu lanche de melancia durante intervalo das filmagens de "Dias de Ira", em 1967.

Notal: Foto do meu acervo de recortes.

Sexta-feira, 5 de Junho de 2009

UM MINUTO DE SILÊNCIO PARA...

David Carradine (1936-2009)

Quarta-feira, 3 de Junho de 2009

IDADE NA TELA...

Na dura vida de atuar os artistas muitas vezes tem de viver um papel onde sua idade verdadeira pouco tem a ver com a da personagem. Cary Grant, por exemplo, quando fez o filme, "Intriga Internacional" (North by Northwest/1959 de Alfred Hitchcock), estava com 55 anos. A mesma idade da atriz Jessica Royce Landis, que fazia o papel de sua mãe, no filme.

Natalie Wood estava com 18 anos, quando fez “Rastros de Ódio” (The Searchers/1956, de John Ford), vivendo uma personagem de 14.

São muitos os exemplos. No filme "Legião Invencível" (She Wore a Yellow Ribbon/1949, de John Ford), John Wayne faz uma personagem sexagenária, em dias de aposentar-se da cavalaria (na verdade estava com 42 anos de idade). Repare seus cabelos brancos e aparência cansada. George O'Brian (penúltimo na foto), 8 anos mais velho que o "Duke", aparentemente é mais jovem. Coisas do cinema. E viva a competente equipe de maquiagem de Don L. Cash e Anna Malin!!!

Terça-feira, 2 de Junho de 2009

A BATALHA DE MIDWAY

Recentemente revi o filme “A Batalha de Midway”. Um clássico dos filmes de guerra. Há 32 anos eu havia visto na imensa tela do Cine Panorama, no Bairro das Rocas. Era uma tarde de domingo. Lembro bem. Agora revejo em vídeo, com o título de "Midway" e sem a mesma grandiosidade que a película exige. Confesso que me bateu uma saudade danada dos festivais que os cinemas de Natal faziam, onde exibiam épicos por uma semana. Só clássicos, diga-se de passagem. O Cine Rio Grande era bom nisso. Agora temos que nos contentar com cinema de shopping, onde a tônica são os filmes de violência e outras porcarias comerciais. A arte fica cada vez mais medíocre. Ou será o público que precisa se completar com coisas pequenas? Com a palavra, os especialistas...

Midway (Battle of Midway/1976, de Jack Smight), traz riquíssimo elenco: Charlton Heston, Henry Fonda, Toshiro Mifune, Robert Mitchum, James Coburn, Cliff Robertson, Robert Wagner, Christina Kokubo, Tom Selleck, Pat Morita, Glenn Ford, e outras estrelas hollywoodianas do gran cast.


Onde fica: o Atol de Midway, com 6,2 quilômetros quadrados, fica localizado no norte do Oceano Pacífico, a noroeste do Havaí (hawaii). Em junho de 1942, foi palco de uma das mais dramáticas batalhas aeronavais da Segunda Guerra Mundial, protagonizada pelo Japão e Estados Unidos da América. Ali, pode-se dizer, foi o início do fim para o sonho de expansão do Império do Sol Nascente. Tio Sam havia decifrado parte dos códigos de guerra nipônicos, levando à derrota toda esquadra comandada pelo almirante Chuichi Nagumo. É bom lembrar que neste filme de Smight há muitas cenas reais. As famosas cenas "tremidas", feitas pessoalmente pelo diretor John Ford, que comandava uma equipe de filmagens para a Marinha dos Estados Unidos, e estava na Ilha para registrar o esperado ataque japonês. Na confusão que se seguiu, Ford acabou atingido por estilhaços de bombas, perdendo o olho esquerdo.

Combates à parte, o filme conta um romance impossível, vivido por um jovem oficial da Força Aérea dos Estados Unidos e uma garota nipo-americana, nascida no Havaí; onde está presa sob acusação de subversão. Ela espera transferência para a Califórnia, onde há um *Campo de Concentração para japoneses residentes naquele país. Curiosidade: ao contrário dos ítalo-americanos, com quem Washington fez acordos com a máfia para derrubar Mussolini, os japoneses, e seus descendentes, em solo ianque, pagaram um alto preço por Pearl Harbor. Não devemos esquecer que o "teste" atômico foi sobre o Japão. A Europa ocupada por Hitler foi salva da ira de Tio Sam(uel). Ou seja: os "brancos" foram poupados. Já os amarelos...

NÚMEROS DA BATALHA DE MIDWAY:
CONFLITO: Segunda Guerra Mundial.
DATA: 4 de junho de 1942.
RESULTADO: vitória decisiva americana.
COMANDANTES JAPONESES: Vice-Almirante Chuichi Nagumo e o Almirante Isoruko Yamamoto.
COMANDANTES AMERICANOS: Contra-Almirante Frank J. Fletcher e o Contra-Almirante Raymond A. Spruance.
FORÇAS - americana: 3 porta-aviões e 50 barcos de suporte.
Japonesa: 4 porta-aviões e 150 barcos de suporte.
BAIXAS - americanas: 1 porta-aviões, 1 navio de guerra e 307 homens.
Japoneses: 4 porta-aviões, 1 cruzador e 2500 homens.

*********************************

NOTA: * O capítulo que deveria falar dos Campos de Concentrações para japoneses, nos Estados Unidos, curiosamente têm suas páginas omitidas por historiadores de Segunda Guerra Mundial.

A LISTA DA FOLHA

Em 1995, por ocasião dos 100 Anos do Cinema, o jornal Folha de São Paulo publicou uma enquete com os 10 maiores filmes de todos os tempos, eleitos por 100 críticos de cinema de 28 países em cinco continentes. John Ford não ficou entre os 10, mas, 11 filmes seus (5 deles tendo John Wayne) foram citados com as seguintes votações:

09 votos: "Rastros de Ódio" (The Searchers/1956)
04 votos: "No Tempo das Diligências" (Stagecoach/1939)
03 votos: "Rio Bravo" (Rio Grande/1950)
03 votos: "O Homem que Matou o Facínora" (The Man Who Shot Liberty Valance/1962)
02 votos: "Como Era Verde o Meu Vale" (How Green Was My Valley/1941)
02 votos: "Paixão dos Fortes" (My Darling Clementine/1946)
01 voto: "O Delator (The Informer/1935)
01 voto: "Vinhas da Ira" (The Grapes of Wrath/1940)
01 voto: "A Mocidade de Lincoln" (Young Mr. Lincoln/1939)
01 voto: "Depois do Vendaval" (The Quiet Man/1952)
01 voto: "Sete Mulheres" (7 Women/1966)

Segunda-feira, 1 de Junho de 2009

QUAL É MESMO O NOME DELES ?

Poetas, escritores e artista, de um modo geral, têm o hábito de criar pseudônimos para assinar seus trabalhos - Há casos de ter mais de um. O ator Norton Earl Worden, por exemplo, criou seis diferentes para creditar seus filmes: Worden Norton, Heber Snow, Henry Snow, Hank Warden-typo e Norton E. 'Hank' Worden. Como astro "fordiano" ficou conhecido como Hank Worden. Se você tem curiosidade de saber nomes verdadeiros de astros e estrelas de Hollywood, aqui estão alguns...

JULIE ANDREWS - Julia Elizabeth Wells
ANOUK AIMÉE - Françoise Sorya
CHARLES BRONSON - Charles Buchinsky
ANN-MARGRET - Ann Margret Olsson
LAUREN BACALL - Betty Joan Perske
DIRK BOGARDE - Derek Van Den Bogaerde
STEPHEN BOYD - William Milar
ANNE BANCROFT - Anna Maria Louisa Italia
KAREN BLACK - Karen Blachie Ziegler
HERMUT BERGER - Helmut Steinberger
LEX BARKER - Alexander Crichlow Barker Jr.
MEL BROOKS - Melvin Kaminsky
RICHARD BURTON - Richard Jenkins
MICHAEL CAINE - Maurice Joseph Micklewhite
CANTINFLAS - Mario Moreno August
CYD CHARISSE - Tula Elice Finklea
MIA FARROW - Maria de Lourdes Viliers Farrow
CHEVY CHASE - Cornelius Crane Chase
BING CROSBY - Harry Lillis Crosby
TOM CRUISE - Thomas Cruise Mapother IV
TONY CURTIS - Bernard Schwartz
CATHERINE DENEUVE - Catherine Dorleac
DORIS DAY - Doris Kappelhof.
JEAN GABIN - Jean-Alexis Moncourge
GRETA GARBO - Greta Louisa Gustaffson


PAULETTE GODDARD - Pauline Levy
ELLIOTT GOULD - Elliott Goldstein
CARY GRANT - Archibald Alexander Leach
REX HARRISON - Reginald Carey Harrison
STERLING HAYDEN - John Hamilton
SUSAN HAYWARD - Edithe Marrener
TIPPI HEDREN - Natalie Kay Hedren
WILLIAM HOLDEN - William Franklin Beedle Jr.
AUDREY HEPBURN - Audrey-Hepburn Ruston.
YVONNE DE CARLO - Peggy Yvonne Middleton
SANDRA DEE - Alexandra Zuck
DOLORES DEL RIO - Lolita Dolores Asunsolo Martinez
BO DEREK - Mary Cathleen Collins
ANGIE DICKINSON - Angeline Brown
KIRK DOUGLAS - Issur Danielovitch Demsky
PATTY DUKE - Anna Maria Duke
BLACK EDWARDS - William Black McEdwards
PETER FINCH - William Mitchell
JOAN FONTAINE - Joan de Havilland
GLEN FORD - Gwyllyn Ford
CONNIE FRANCIS - Concetta Maria Franconero
ROCK HUDSON - Roy Scherer Jr.
JOHN GARFIELD - Julius Garfinkler
JAMES GARNER - James Scott Baumgarner
JANET GAYNOR - Laura Gainor

Terça-feira, 26 de Maio de 2009

102 ANOS DE UMA LENDA

NOME: Marion Michael Morrison

NASCIMENTO: 26 de maio de 1907 (um domingo)

LOCAL: Winterset, Iowa, Estados Unidos da América

FILHO DE: Clyde Morrison e Mary

PRIMEIRO CASAMENTO: Josephine Alicia Saenz, de 24 de junho de 1933 a 25.12.1945, e tiveram quatro filhos:

Michael Wayne (23.11.1934 02.04.2003) Patrick Wayne (15.07.1939-)
Anthonia (Toni) Wayne (25.02.1936-06.12.2000)
Melinda Wayne (03.12.1940-).

SEGUNDO CASAMENTO: Esperanza Baur, de 17.01.1946 a 01.11.1953, e não tiveram filhos.

TERCEIRO CASAMENTO: Pilar Pallet, de 01.11.1954 a 11.06.1979, e tiveram três filhos:

Aissa Wayne (31.03.1956-)
John Ethan Wayne (22.02.1962-)
Marisa Wayne (22.02.1966-).

FILMOGRAFIA: 170 Filmes:

001 - *Mocidade Esportiva (Brown of Harvard/1926), de Jack Conway
002 - Bardelys the Magnificent (1926), de King Vidor
003 - *Grande Emboscada (The Great K & A Train Robbery/1926), de Lewis Seiler
004 - *Annie Laurie (1927), de John S. Robertson
005 - *Trunfo às Avessas (The Drop Kick/1927), de Millard Webb
006 - *Minha Mãe/Sacrifício (Mother Machree/1928), de John Ford
007 - *Quatro Filhos (Four Sons/1928), de John Ford
008 - *Justiça do Amor (Hangman's House/1928), de John Ford
009 - *Noah's Ark (1928), de Michael Curtiz
010 - *Speakeasy (1929), de Benjamin Stoloff
011 - *A Guarda Negra (The Black Watch/1929), de John Ford
012 - Letra e Música (Words and Music/1929), de James Tinling
013 - *Salute (1929), de David Butler e John Ford
014 -* Gol! Gol! (The Forward Pass/1929), de Edward F. Cline
015 - *Homens sem Mulheres (Men Without Women/1930), de John Ford
016 - *Born Reckless (1930), de Andrew Bennison e John Ford
017 - *Romance nas Selvas (Rough Romance/1930), de A.F. Erickson
018 - *Desperta e Ama (Cheer Up and Smile/1930), de Sidney Lanfield
019 - **A Grande Jornada (The Big Trail/1930, de Raoul Walsh)

- "No Tempo das Diligências" (Stagecoach/1939), de John Ford
- "Fomos Os Sacrificados" (They Were Expendable/1945), de John Ford
- "Rio Vermelho" (Red River, 1948), de Howard Hawks
- "Iwo-Jima, O Portal da Glória" (Sands of Iwo Jima/1949), de Allan Dwan
- "Rastros de Ódio" (The Searchers/19560, de John Ford
- "Onde Começa o Inferno" (Rio Bravo/1959), de Howard Hawks
- O Homem Que Matou o Facínora" (The Man Who Shot Liberty Valance/1962), de John Ford
- "Rio Lobo" (Rio Lobo/1970), de Howard Hawks
- "O Último Pistoleiro" (The Shootist/1976), de Don Siegel

Nota:

*Sem créditos.

**Primeiro filme como John Wayne

Sábado, 16 de Maio de 2009

Ennio Morricone - The Good, The Bad & The Ugly (Concert)


ACREDITANDO NO QUE FAZ...

William Holden, ao invés de um cachê fixo como pediu os demais atores, preferiu dos produtores de "A Ponte do Rio Kwai" (The Bridge on the River Kwai/1957), porcentagem dos lucros na bilheteria. Acertou. O filme dirigido por David Lean fez um enorme socesso de público, e o ator acabou ganhando dez vezes mais que seus colegas de elenco. ficou milionário.

Sexta-feira, 15 de Maio de 2009

UMA VISITA PROVEITOSA

Depois de mais de dois anos, ontem (09.05.2007) eu fui à casa de Tarcísio Mota. O papa do cinema em Natal. Sabe tudo e muito mais. Tem tudo e muito mais. Recebe pedido de material de cinema de cinéfilos da "Europa, França e Bahia". É extremamente gratificante visitá-lo. Na casa dele se respira cinema. Se fala cinema e para onde se olha se vê cinema: cartazes, DVD's, vídeos, latas com rolos de filmes e revólveres antigos, cawboys de chumbo. Até uma "Cidade Fantasma" - as “Ghost Town” do Velho Oeste - ele tem. Feita pelo próprio! Um dia um americano saiu de Utah - Estados Unidos - só para conhecer a tal cidade e ficou impressionando com o que viu: os detalhes das ruas e vielas, os cavalos, o saloon, a cocheira. Não falta nada! Sem falar nos personagens combatentes de jornada nas estrelas, ETs, discos voadores, dinossauros, entre outros artesanatos feitos por ele. "Tarado" por diligência me garantiu que ainda vai construir a sua. "Em dimensões originais"! Frisa. Cria cartazes de filmes, capas para livros, e faz pinturas em geral. Um artista plástico de mão cheia, como se fala em minha terra! Entrar no seu arquivo de material de cinema é um programa imperdível para qualquer cinéfilo, dos mais exigentes.

Perfil: 60 e poucos anos, aposentado da UFRN (Universidade Federal do Rio Grande do Norte) e do CEFET (Centro Tecnólogico de Educação Federal). Ranzinza, reclama de tudo e de todos. Paradoxalmente com muito humor. Como todo "judeu", vende o tempo todo. "Não tenho amor a nada disso. Eu morro e fica tudo aí!" Diz, entre uma tragada e outra. Tudo o que diz é para fazer rir. A cada dez palavras, onze são palavrões. Sempre sem camisa, com os pés cruzados encima do sofá, e fumando todas as carteiras de cigarros espalhadas pelos tantos cantos da casa. Isqueiro? Nunca vi tantos em minha vida. E não é coleção. É para uso mesmo! Tem um sempre pronto a ser usado. Mas não é do tipo mal educado, que fuma jogando fumaça sobre as pessoas. É egoísta: não divide seu vício com ninguém. Sorte nossa! Entre um assunto e outro (sempre cinema e sebos), cães e gatos fazem a festa com o visitante. Eu, particularmente, estou com todos os dedos mordidos das suas "filhinhas" caninas. Uma delas, micro, de uma raça chinesa, adora morder.

Numa gravíssima crise de saudosismo, atacamos de John Wayne e seus grandes filmes dos anos 40, 50 e 60. Suas dificuldades em filmar "Os filhos de Katie Elder", meses após extrair um pulmão com câncer. Gene Autry - que soube ganhar dinheiro com o cinema -, Alan Ladd, que morreu engolido por suas frustrações de estrela apagada de Hollywood. Gary Grant, William Holden - outro que sabia ganhar dinheiro. Marlon Brando e suas tragédias pessoais, Omar Sharif e seu incontrolável vício de jogar cartas, Victor Mature, Harry Carey Jr., Kirk Douglas, Gary Cooper, Gregory Peck, Ernest Borgnani e tantos outros.

No cast feminino lembramos a beleza de Hedy Lamar, Deeborah Karr, Katy Jurado, Bette Davis, Elizabeth Taylor, Maria Montez. E lamentamos não termos, hoje, estrelas glamurosas como antigamente...


Lembramos dos faroestes:
-"Homem Sem Rumo" (Man Without A Star, 1955, de King Vidor). Este filme conta a história da primeira cerca de arame farpado nos Estados unidos.
-"A Face Oculta" (One-Eyed Jacks, 1961, de Marlon Brando). Único filme dirigido por Brando.
-"A Lança Partida" (Bronke Lance, 1954, de Edward Dmytryk).
-"Matar ou Morrer" (High Noon, 1952, de Fred Zinnemann).
-"Duelo Ao Sol" (Duel in the Sun, 1946, de King Vidor). O Preferido de Martin Scorsese.
-"Céu Amarelo" (Yellow Sky, 1948, de William A. Wellman).
-"Os Filhos de Katie Elder" (The Sons of Katie Elder, 1965, de Hanry Hathaway).
-"Sangue de Herói" (Fort Apache, 1948, de john Ford). Colorizado ficou horrível!
-"Marcha de heróis" (The Horse Soldiers, 1959, de John Ford).
-"Rio Bravo" (Rio Grande, 1950, de John Ford). Um dos poucos filmes, em preto & branco, que ficou bonito colorizado.
-"Rio Vermelho" (Red River, 1948, de Howard Hawks). Outro que a colorização estragou. A fotografia em preto & branco é linda! Perfeita!
-"Onde Começa o Inferno" (Rio Bravo, 1959, de Howard Hawks).
-"O Homem do Oeste" (Man of the West, 1958, de Anthony Mann)
-"Os Brutos Também Aman" (Shane, 1953, de George Stevens). Insubstituível!



NOTA:

Escrevi e publiquei este texto em 10 de maio de 2007. Tarcísio faleceu em 12 de abril de 2008. Seus sonhos e manias cinéfilas se foram junto com ele...

Quarta-feira, 13 de Maio de 2009

NO TEMPO DAS DILIGÊNCIAS: MINIATURA

video

Segunda-feira, 11 de Maio de 2009

O CINEMA DE JOHN FORD SEGUNDO FALVES SILVA

A arte do cinema de Ford na visão de um artista plástico.

Sábado, 9 de Maio de 2009

POR TRÁS DAS CÂMERAS

Brigite Bardot e Sean Connery fazendo marcação de cena nas filmagens de Shalako (1967), de Edward Dmytryk.

Quarta-feira, 6 de Maio de 2009

MAIO: ANIVERSARIANTES DO MÊS

1 - Glenn Ford (1916)
2 - Bing Crosby (1904)
3 - Jack La Rue (1902)
4 - Audrey Hepburn (1929)
5 - Tyrone Power (1914)
6 - Orson Welles (1915)
7 - Gary Cooper (1901)
8 - Robeto Roselinni (1906)
9 - Albert Finney (1936)
Glenda Jackson (1937)
Candice Bergen (1946)
10 - Fred Astaire (1899)
12 - Imilio Estevez (1962)
14 - George Lucas (1944)

15 - James Mason (1909)
16 - Henry Fonda (1905)
Pierce Brosnan (1953)
17 - Dennis Hopper (1936)
Debra Winger (1955)
18 - Frank Capra (1897)
19 - Glenn Close (1947)
20 - Cher (1946)
22 - Laurence Olivier (1907)
Irene Papas (1919)
24 - Priscila Presley (1946)
26 - John Wayne (1907)
Peter Cushing (1913)
27 - Vincent Price (1911)
29 - Helmur Berger (1944)
30 - Keir Dullea (1936)
31 - Don Ameche (1908)
Clint Eastwood (1930)
Tom Berenger (1950)
Brooke Shields (1965)

Terça-feira, 5 de Maio de 2009

CO-ESTRELANDO... RUSSELL SIMPSON

Por pouco o coronel Marlow (John Wayne) não encontrava o Xerife Henry Goodbody (Russell Simpson) enforcado. Os desertores dos "rebeldes" Virgil (Strother Martin) e Jackie Jo (Denver Pyle) estava botando a corda no pescoço do pobre velho assustado. Foi seu último trabalho no cinema. Faleceu em 12 de dezembro de 1959. Já havia trabalhado com Wayne em outros filmes:
-Annie Laurie/1927, de John S. Robertson.
- Fugitivos do Terror (Three Faces West/1940), de Bernard Vorhaus.
- A Indomável (The Spoilers/1942), de Ray Enright.
- Têmpera de Aço/Adorável Inimiga (Tall in the Saddle/1944), de Edwin L. Marin
- Fomos os Sacrificados (They Were Expendable/1945), de John Ford.
- Marcha de Heróis" (The Horse Soldiers/1959), de John Ford.


Russell McCaskill Simpson nasceu em 17 de junho de 1880, em Danville, Califórnia. Começou no cinema, sem crédito, no fime "Pela Nossa Honra" (The Virginian/1914), de Cecil B. DeMille. Depois de inúmeros filmes, nos anos 30 caiu nas mãos do diretor John Ford e com ele fez clássicos como "E o Mundo Marcha" (The World Moves On/1934); "A Mocidade de Lincoln" (Young Mr. Lincoln/1939), "Ao Rufar dos Tambores" (Drums Along the Mohawk/1939), "As Vinhas da Ira" (The Grapes of Wrath/1940), "Caminhos Ásperos" (Tobacco Road/1941), "Fomos os Sacrificados" (They Were Expendable/1945), "Paixão dos Fortes" (My Darling Clementine/1946), "Caravana de Bravos" (Wagon Master/1950, "O Sol Brilha na Imensidão" (The Sun Shines Bright/1953), e "Marcha de Heróis" (The Horse Soldiers/1959).

Aos amantes do cinema antigo, não é fácil esquecer o senhor Russell Simpson: uma cara dura e nada simpática, assustada - e assustadora - rústica, era figura ativa em muitos faroestes. Sempre papéis simples, poucas falas, mas, dava conta do seu recado. Podemos vê-lo em "A Lança Partida" (Broken Lance/1954), de Edward Dmytryk, "A Última Barricada" (The Last Command/1955), de Frank Lloyd, Oklahoma!/1955, de Fred Zinnemann, "Sublime Tentação" (Friendly Persuasion/1956), de William Wyler, e "O Homem dos Olhos Frios" (The Tin Star /1957), de Anthony Mann. Citei apenas alguns que considerei os mais importantes - e que assisti - mas, em sua filmografia totalizam-se 237 filmes e algumas participações em séries de TV.

CO-ESTRELANDO... ADELE MARA

De origem hispânica, Adelaide Delgado nasceu em 28 de abril de 1923, em Highland Park, Michigan. Aos 15 anos já era cantora e dançarina na orquestra Detroit de Xavier Cugat. No começo dos anos 40, em Nova York, foi descoberta por um caça-talentos que a levou a assinar um contrato, como atriz, na Colômbia. Iniciou em filmes "B". O primeiro foi Honolulu Lu/1941, de Charles Barton, contracenando com Lupe Velez, Bruce Bennett, entre outros. Ostros grande atores trabalharam com Adele: Gene Autry, Bob Steele, Bill Elliott, Forrest Tucker. No total esta linda moça fez 95 filmes, e episódios de seriados como "Bat Masterson", "The Adventures of Rin Tin Tin", "Maverick" entre outros.

Com John Wayne adele Mara trabalhou em quatro filmes:
- As Abelhas do Mar/Romance dos Sete Mares (The Fighting Seabees/1944), de Edward Ludwig
- Um Dia Voltarei (Flame of Barbary Coast/1945, de Joseph Kane)
- No Rastro da Bruxa Vermelha (Wake of the Red Witch/1948, de Edward Ludwig)
- Iwo_Jima - O Portal da Glória/As Areias de Iwo-Jima (Sands of Iwo Jima/1949, de Allan Dwan).
Seu último filme foi ao lado de Victor Mature, em O Grande Circo (The Big Circus/1959, de Joseph M. Newman). E seguiria na televisão até 1978, quando apareceu em "Wheels", de Jerry London, ao lado de outras estrelas como Rock Hudson, Lee Remick, e Ralph Bellamy.

FILMOGRAFIA DE JOHN WAYNE - 004

004 - ANNIE LAURIE (1927)

DIREÇÃO: John S. Robertson
ROTEIRO: Marian Ainslee e Ruth Cummings
GÊNERO: Drama/Romance
PRODUÇÃO: Metro-Goldwyn-Mayer (MGM)
MÚSICA: William Axt e David Mendoza (sem créditos)
FOTOGRAFIA: Oliver T. Marsh

EDITOR: William Hamilton
DIRETOR DA 2ª UNIDADE/ASSIST. DIREÇÃO:
DEPARTAMENTO DE ARTE:
Cedric Gibbons Merrill Pye

FIGURINO: André-ani
ESTREIA: 11 de maio de 1927

COM:Lillian Gish, Norman Kerry, Creighton Hale, Joseph Striker, Hobart Bosworth, Patricia Avery, Russell Simpson, Brandon Hurst, David Torrence, Frank Currier, Richard Alexander (sem crédito), Mary Gordon (sem crédito), Henry Kolker (sem crédito), Margaret Mann (sem crédito), Carl 'Major' Roup (sem crédito, e "Duke" Morrison (John Wayne), em papel extra, sem crédito.

COISAS DE CINEMA EM CHARGE... Por Fernando Gonsales

Quarta-feira, 29 de Abril de 2009

ROOSEVELT EM NATAL: "FOR ALL" - TRAMPOLIM DA VITÓRIA

28.01.1943: o Presidente Roosevelt, acompanhado de outras autoridades norte-americanas, veio à Natal para, junto com o seu colega, Vargas, assinar a famosa "entrada do Brasil na II Guerra Mundial." É também o começo da invasão ianque ao solo norte-rio-grandense, que o filme "For All" - Trampolim da Vitória, de Luiz Carlos Lacerda e Buza Ferraz, lamentavelmente deixou de denunciar. Não sei se por conivência, ignorância ou medo.

1998: Guaracy Picado reconstitui a cena nas ruas da pequena Natal, que em 1943 era uma cidade com pouco mais de 60 mil habitantes.
*
NOTA: milhares de soldados - americanos, canadenses, escoceses e ingleses – revezavam-se - entre 1943 e 1945 - em "Parnamirim Field". A maior Base Aérea Americana fora dos Estados Unidos na II Guerra. Os últimos soldados desocuparam a Base em outubro de 1946.

NATAL NA TELA GRANDE: "FOR ALL" - TRAMPOLIM DA VITÓRIA

Sentado na parte da frente do Jeep, fazendo Roosevelt em carro aberto pelas ruas de Natal, o amigo Guaracy Picado no filme "For All". Atrás, à sua esquerda, o diretor Nelson Pereira dos Santos faz um almirante americano. Detalhe do autografo: "Ao amigo César Barbosa um abraço de Guaracy". Em 30 de novembro de 1998. A foto é de Marco Polo Veras para a Revista Set.

Sábado, 25 de Abril de 2009

0010 - QUO VADIS

QUO VADIS (Quo Vadis, 1951).

DIREÇÃO: Mervyn LeRoy.

COM: Robert Taylor, Deborah Kerr, Leo Genn, Peter Ustinov, Patricia Laffan, Finlay Currie.

COMENTÀRIO: Soberba superprodução mostrando o Império Romano sob Nero. Belíssima fotografia (de William V. Skall e Robert Surteees), música (Miklos Rozsa) e tudo que nele há. Ustinov está imbatível. Aliás, todos do elenco principal: Kerr, Currie. Genn está magnífico como Petronius. Só Robert Taylor é que fala feito um cowboy. As seqüências da corrida de bigas (com Robert Taylor e um guarda pretoriano), sob uma Roma em chamas, e a briga entre Ursus (Buddy Baer) e um touro, são de tirar o fôlego...

ONDE VI: TV
CONTAÇÃO: *****
MEU OSCAR VAI PARA... Peter Ustinov e Leo Genn.

NOTA: Teve indicações ao Oscar de Melhor Filme, Ator Coadjuvante (Leo Genn e Peter Ustinov).

0009 - FORA DO MAPA

FORA DO MAPA (Off the Map, 2003).

DIREÇÃO: Campbell Scott.

COM: J.D. Hawkins, Joan Allen, Amy Brenneman, Valentina de Angelis, Sam Elliott, J.K. Simmons, Kevin Skousen, Jim True-Frost.

COMENTÁRIO: Uma história doce...

ONDE VI: DVD

COTAÇÃO: ****
MEU OSCAR VAI PARA... Joan Allen e Sam Elliott

0008 - AMARGO PESADELO

AMARGO PESADELO (Deliverance, 1972).

DIREÇÃO: John Boorman.

COM: Jon Voight, Burt Reynolds, Ronny Cox, Ned Beatty, James Dickey, Bill McKinney,

0007 - O BURACO DA AGULHA

O BURACO DA AGULHA (Eye of the Needle, 1981).

DIREÇÃO: Richard Marquand.

COM: Donald Sutherland, Kate Nelligan, Ian Bannen, Christopher Cazenove, Philip Brown, Stephen MacKenna, Faith Brook, Colin Rix, Alex McCrindle, John Bennett, Sam Kydd, Rik Mayall, Bill Fraser.

COMENTÁRIO: Um excelente filme de espionagem na Segunda Guerra Mundial. Sutherland está perfeito no papel de espião alemão. O filme é bom. Quem atrapalha é a "perfeição" britânica. Tudo certinho. Tudo funcionando. A contra espionagem inglesa é capaz de contar as batidas cardíacas do espião...

ONDE VI: VHS - Natal/RN.

COTAÇÃO: * * *
MEU OSCAR VAI PARA...
Donald Sutherland.

0006 - A ÚLTIMA SESSÃO DE CINEMA

A ÚLTIMA SESSÃO DE CINEMA (The Last Picture Show, 171).

DIREÇÃO: Peter Bogdanovich.


COM: Jeff Bridges, Timothy Bottoms, Ben Johnson, Cloris Leachman, Cybill Shepherd, Ellen Burstyn, Eileen Brennan, Clu Gulager, Sharon Taggart, Randy Quaid, Sam Bottoms, Bill (Billy) Thurman, John Hillerman.

COMENTÁRIO: Ontem, dia 18 de junho do corrente, tive o privilégio de ver esta belíssima obra do então jovem diretor Bogdanovich. O filme é tão bonito que assisti duas vezes. Uma história onde alguns encontram algo (sonhos, paixões, prazeres). E outros perdem algo (a vida, a virgindade, os sonhos, os amigos, as ilusões...). Muito bonito de se ver. Um poema saudosista dedicado a todos que um dia já amou na inocência...


ONDE VI: DVD
COTAÇÃO: * * * * *
MEU OSCAR VAI PARA... Ben Johnson e Timothy Bottoms.


NOTA: As músicas "fordianas", cartazes de filmes com John Wayne; incluindo o último filme que é exibido no cinema da cidadezinha, Rio Vermelho, nos mostram um Bogdanovich seguidor do "Mestre" John Ford. Ben Johnson rouba a cena. Ganhador de Oscar de Melhor Ator Coadjuvante.

Quarta-feira, 22 de Abril de 2009

PERFIL - ROMY SCHNEIDER


NOME: Rosemarie Magdalena Albach-Retty.
NASCIMENTO: 23 de setembro de 1938.
CIDADE/PAÍS: Viena, Áustria.
FALECIMENTO: 29 de maio de 1982.
CIDADE/PAÍS: Paris, França.
FILMOGRAFIA: 63 filmes.

0005 - SOMMERSBY - O RETORNO DE UM ESTRANHO

SOMMERSBY - O RETORNO DE UM ESTRANHO (Sommersby, 1993).

DIREÇÃO: Jon Amiel.
GÊNERO: Drama.


COM: Richard Gere, Judie Foster, Bill Pullman, James Earl Jones, Lanny Flaherty, William Windom, Wendell Wllman, Brett Kelley, Clarice Taylor, Frankie Faison, R. Lee Ermey.

COMENTÁRIO: Tenho o hábito de deixar meu vídeo cassete ligado quando vou dormir. No dia seguinte verifico o que foi gravado na madrugada. Acontece que levo dias, ou meses, para ver o filme que gravei. No caso deste eu levei 8 anos (gravado em 4 de abril de 1996). Confesso que muitas vezes tentei vê-lo (por causa de Judie Foster), mas, não achava o começo interessante. Um dia decidi ir até o fim e gostei do que vi. Trata-se de uma história, baseada em fatos acontecidos no Século XVI, na Europa (o roteirista o ambientou nos Estados Unidos do Século XIX), que conta o retorno de um homem, depois de 6 anos ano na Guerra de Secessão, à sua terra natal. É simples, mas o final é surpreendente. A história segue o rumo de valores como honra, lealdade a uma causa, e realização de sonhos... Foster está, como sempre, lindinha e maravilhosa no seu papel. Adoro o talento desta garota.

ONDE VI: TV
COTAÇÃO: * * * *
MEU OSCAR VAI PARA... Judie Foster.

0004 - O NOME DA ROSA

O NOME DA ROSA (The Name of the Rose, 1986).

DIREÇÃO: Jean- Jacques Annaud.
GÊNERO: Policial.


COM: Sean Connery, F. Murray Abraham, Christian Slater, Ron Perlman, William Hickey, Feodor Chaliapin Jr., Elya Baskin, Michael(Michel) Lonsdale, Valentina Vargas.

COMENTÁRIO: Ambientado na Idade Média, este belíssimo filme conta uma história de estranhas mortes entre os membros de um mosteiro. Extraída do livro, do mesmo nome, do escritor italiano Umberto Eco. Excelentes interpretações de Connery, como Guilherme de Baskerville, Abraham, como inquisidor Bernardo Gui e Chaliapin JR., como o "Venerável Jorge". O cego que um dia foi o bibliotecário daquela abadia. Valentina dá um banho de sensualidade. O restante do elenco é totalmente desconhecido para mim ( exceto Slater, que depois ficaria famoso), mas trabalharam direitinho. Vale apena ver!

ONDE VI: Cine Rio Grande - Natal/RN.
COTAÇÃO: * * * *
MEU OSCAR VAI PARA... Sean Connery e F. Murray Abraham.

Segunda-feira, 20 de Abril de 2009

0003 - PAPILLON

PAPILLON (Idem, 1973).

DIREÇÃO: Franklin J. Schaffner.
GÊNERO: Drama.

COM: Steve McQueen, Dustin Hoffman, Victor Jory, Don Gordon, Anthony Zerbe, Woodrow Parfrey, Willian Smithers, Gregory Sierra, Mills Watson, Bill Mumy, George Coulouris, Vic Tayback, Robert Deman, Ratna Assan e Val Avery.

COMENTÁRIO: Indiscutivelmente um dos maiores filmes dos anos 70. Papillon - "borboleta" em francês - acusado de assassinar um gigolô parisiense, é condenado a viver na Ilha do Diabo, na Guiana Francesa. Sua amizade com Dega (Hoffman) só lhe trás mais problemas numa prisão onde fugir é impossível. Baseado na história de Henri Charrièrre (1906-1973). Curiosamente morto depois do filme lançado, acompanhou toda a filmagem, dando dicas e orientando o diretor e os atores. McQueen e Hoffman estão impecáveis em suas interpretações.

ONDE VI: Cine Rio Verde II, em 17 de novembro de 1997, mas, já havia visto na TV e em VHS.
COTAÇÃO: * * * * *
MEU OSCAR VAI PARA... Steve McQueen e Dustin Hoffman.

0002 - OS DOZE CONDENADOS

OS DOZE CONDENADOS (The Dirty Dozen, 1967).

DIREÇÃO: Robert Aldrich.
GÊNERO: II Guerra.


COM: Lee Marvin, Ernest Borgnine, Charles Bronson, Jim Brown, John Cassavetes, Richard Jaeckel, George Kennedy, Trini López, Robert Ryan, Ralph Meeker, Telly Savalas, Donald Sutherland, Clint Walker, Robert Webber e Tom Busby.

COMENTÁRIO: Um grande filme sobre a II Guerra Mundial. Elenco riquíssimo encabeçado por Lee Marvin, que tem a missão de treinar 12 homens - condenados à morte -como "voluntários", para atacar um castelo na França Ocupada, e matar oficiais que lá estão divertindo-se. Nem todos os soldados voltarão...

NOTA: há um diálogo curioso entre o major Reisman (Marvin) e o soldado Vernon L. Pinkley (Sutherland). Informado que se fará passar por um general - durante uma manobra - o sarcástico soldado pergunta:
- O que devo fazer para convencer que sou um general?
- Faça uma cara de idiota!. Responde o major.


ONDE VI: EM VHS.
COTAÇÃO: * * * *
MEU OSCAR VAI PARA... Telly Savalas e John Cassavetes.

Sábado, 18 de Abril de 2009

0001 - A FILHA DE RYAN

A FILHA DE RYAN (Ryan's Daughter, 1970).

DIREÇÃO: David Lean.
GÊNERO: Drama.


COM: Robert Mitchum, Trevor Howard, Sarah Miles, Christopher Jones, John Mills, Leo McKern...


COMENTARIO: Obra-prima do mestre David Lean. "Um épico sentimental sobre a história de amor adultéro num povoado da Irlanda." Belíssima fotografia de Freddie Young, a inesquecível música de Maurice Jarre e um elenco fantástico. Destaque para a soberba interpretação de John Mills como o louco da aldeia - ajudante do padre - valendo-lhe um Oscar de coadjuvante.


ONDE VI: TV
COTAÇÃO: * * * * *
MEU OSCAR VAI PARA...
John Mills.

FILMES QUE ASSISTI.


A Sétima Arte faz parte da minha vida. Para ser honesto, devo muito ao cinema. Tem sido minha faculdade, minha mania e vício. A propósito, como disse o escritor Sílvio de Abreu: "Se o cinema não existisse, provavelmente eu seria viciado em alguma droga." Creio que já assisti para mais de 3 mil filmes (se o fichário não me trair!), ao longo dos meus poucos mais de 40 anos. De todos os gêneros e qualidades. E gostaria de compartilhar, com meus amigos visitantes, todos (na medida do possívell) os que registrei.
Como costumo dizer que cinema é como perfume. Agrada a uns e a outros..., não!
Vou iniciar a série com A Filha de Ryan. Um Clássico de David Lean. Segue a Ficha Técnica: um pequeno comentário, e onde assisti. Depois, uma parte do elenco e cotação pessoal.
Agradeço a todos aqueles que tiverem um comentário a fazer.

ESTRELAS:

***** Excelente
**** Muito bom
*** Bom
** Ruim
* Péssimo

Sexta-feira, 17 de Abril de 2009

SONHANDO COM AS ESTRELAS...

Dois amigos almoçavam, contando um ao outro os sonhos maravilhosos que haviam tido na noite anterior. Um deles disse:
- sonhei que tinha de novo 12 anos e havia ido ao circo. Foi genial - elefantes, acrobatas, trapezistas, amendoim, algodão doce. Um tremendo barato!


O outro retrucou:

- Isso não foi nada! Escute só o meu. Sonhei que tocaram a campainha da minha porta. Fui atender e era Raquel Welch, de biquini, perguntando se podia entrar. Não tardou e ela já estava sentada ao meu lado, dizendo que eu era lindo. Aí tocaram de novo. Desta vez era Angie Dickinson, num "négligé" transparente. Foi logo entrando e sentando do outro lado.

- Puxa!, disse o primeiro, quer dizer que você estava lá com Raquel Welch e Angie Dickinson e não me telefonou ?


- Telefonei, sim - disse o segundo - mas me dissseram que você havia ido ao circo.

Terça-feira, 7 de Abril de 2009

CAVALO COM PERSONALIDADE...

Segunda-feira, 6 de Abril de 2009

NA CALÇADA DA FAMA...

This is César's star on the walk of fame in hollywood.

CENA ÚNICA: Marilyn Monroe


No cinema algumas cenas se tornaram antológicas e inesquecíveis. A da calçada, sobre o metrô de Nova York, de O PECADO MORA AO LADO (The Seven Year Itch, 1955, de Billy Wilder) marcou, definitivamente, Marilyn Monroe como uma das deusas da Sétima Arte...

BETTE DAVIS EYES


Click no link a baixo para ouvir a música:

Terça-feira, 31 de Março de 2009

UM MINUTO DE SILÊNCIO PARA...

Maurice Jarre (1924-2009)

Segunda-feira, 30 de Março de 2009

NO TEMPO DAS DILIGÊNCIA$: números

31.10.1938: início das filmagens

23.12.1938: término das filmasgens

02.03.1939: estréia nos Estados Unidos.

US$ 546.200: custo total do filme.

( US$....7.500: história.

US$...22.000: continuidade e preparação do roteiro.

US$...87.000: atores.

US$...50.000: direção.

US$...23.600: Equipe de produção.

US$...50.300: cenas (set).

US$...26.900: operação das cenas.

US$...24.700: Película (filme).

US$....7.000: Guarda-roupa.

US$...12.200: montagem.

US$...15.600: externas.

US$....1.000: testes.

US$...16.900: Aluguel de caminhões e altomóveis.

US$....2.000: títulos e inserções.

US$...15.000: música.

US$....5.000: direitos sonoros.

US$....9.400: seguro.

US$...26.100: outras despesas.

US$...27.000: aluguel de estúdio.

US$....7.000: sobretaxa de estúdio.

US$..110.000: despesas gerais).

NOME$ E NÚMERO$:

US$...50.000: John Ford

US$...22.000: Dudley Nichols (roteirista)

US$...15.000: Claire Trevo

US$...12.000: Thomas Mitchell

US$...10.624: Andy Devine

US$....8.541: Louise Platt

US$....8.250: George Bancroft

US$....5.416: Donald Meek

US$....5.000: Tim Holt

US$....4.500: Berton Churchill

US$....3.700: John Wayne

US$....3.666: John Carradine

US$...22.862: Figurantes e extras

BILHETERIA, NOS ESTADOS UNIDOS, EM 1939:

US$......9.445,73 *Fevereiro

US$...168.507,32 Março

US$...260.810,44 Abril

US$...300.092,29 Maio

US$...114.998,68 Junho

US$....47.369,55 Julho

US$....22.596,59 Agosto

US$....13.109,04 Setembro

US$......8.065,18 Outubro

US$......8.281,73 Novembro

US$......3.651,39 Dezembro

US$..956.927,91 Total

*Os US$ 9.445,73 do mês de fevereiro indicam que antes do seu laçamento oficial, em 2 de março, algumas exibições foram antecipadas.

Fonte: Stagecoach, de Edward Buscombe (1992).

Sexta-feira, 20 de Março de 2009

NO TEMPO DAS DILIGÊNCIAS: 70 ANOS

Rasgando as terras do Novo México (embora tenha partido do Arizona) uma diligência corre em louca disparada. O condutor luta desesperadamente para manter o ritmo acelerado das três parelhas de cavalos. Ao seu lado o xerife tentar abater o maior número possível de apaches liderados pelo temível Gerônimo. No alto do veículo um prisioneiro, sem as algemas, também zela pela segurança dos demais passageiros. São nove ao todo: um médico e uma prostituta (ambos expulsos da cidade), um vendedor, uma dama do Leste (grávida, mas que no momento da perseguição já dara a luz um menino) viaja para encontrar seu marido, um tenente que serve em um forte da região, um jogador de cartas (fugindo dele mesmo), um banqueiro que acabara de roubar o próprio banco, e os três que já foram citados acima – este “quadro” fez o jornalista Inácio Araujo defini-lo como “A América numa carroça”. A corrida desenfreada, os gritos selvagem dos índios, o sibilar das balas faz criar uma atmosfera de horror entre os perseguidos. Esperam o pior. Mas, enquanto reza, com seu bebê preso ao peito, a mulher ouve distante o som de um clarim militar. É a salvação. E o que se ver é o encontro da cavalaria com os índios, encobertos pela poeira do Munument Valley.
No último dia 2 fez 70 anos da primeira exibição do filme No Tempo das Diligências (Stagecoach, 1939, de john Ford). Rodado entre outubro e dezembro, do ano anterior, é considerado o pai do western, e reconhecido pela crítica mundial como um clássico dos filmes de faroeste. Embora o gênero já existisse desde 1903, quando foi ouvido o primeiro estampido de bala no filme O Grande Assalto ao Trêm (The Great Train Robbery, de Edwin S. Porter., a obra de Ford é o responsável pela "maturidade" do gênero. Com locações no Monument Valley, entre os estados do Arizona e Utha.

No elenco principal Claire Trevor, John Wayne, Andy Devine, Thomas Mitchell, George Bancroft, Donald Meek, Tim Holt, Louise Platt, John Carradine, e Berton Churchill.

Terça-feira, 17 de Fevereiro de 2009

GERÔNIMO: 100 anos de sua morte

Hoje faz exatos 100 anos da morte de Goyaałé (O que boceja). Conhecido entre os brancos como Gerônimo. Nasceu em 16 de junho de 1829, em Bedonkohe, próximo a Turkey Creek, atual Novo México (mas na época era parte do México). O pai era chamado de Tablishim, e a mãe Juana. Ele foi educado de acordo com a tradição Apache (aprendeu táticas de guerrilhas com líderes como Mangas Coloradas, Cochise, entre outros) e se tornou um dos mais importantes líderes indígenas de todos os tempos. Provavelmente é o maior líder do povo Apache Chiricahua. Foi encontrado caído à marge de uma estrada. Encaminhado ao hospital, faleceu vítima de pneumonia, em Fort Sill, Oklahoma - onde estava preso há 22 anos - em 17 de fevereiro de 1909, e foi enterrado como prisioneiro de guerra.

Quinta-feira, 15 de Janeiro de 2009

UM MINUTO DE SILÊNCIO PARA...

Ricardo Montalban (1920-2009)

Sábado, 10 de Janeiro de 2009

CALENDÁRIO 2009


Domingo, 14 de Dezembro de 2008

UMA CENA CORTADA...

do filme Marcha de Heróis (The The Horse Soldiers, 1959, de John Ford). William Holde tricota, ao lado de Constance Towers, sob o olhar de deboche de John Wayne. Coisas de Ford...

Sábado, 13 de Dezembro de 2008

HERÓIS FORDIANOS...


Sexta-feira, 12 de Dezembro de 2008

CONSCIÊNCIAS MORTAS

A intolerância tem sido marca registrada, na humanidade, em toda a sua história. Religiosa, racial, social. Povos degladian-se por causa da intolerância. Associada ao preconceito, intransigência e falta de amor fraternal entre as pessoas.
Em 1943 o diretor de cinema William A. Wellman teve a coaragem de denunciar a intolerância, e suas variações, através do filme CONSCIÊNCIAS MORTAS (Ox-Bow Incident). O tema poderia ter sido ambientado em qualquer época, mas, Wellman preferiu o Velho Oeste americano.
A trama narra à perseguição de voluntários, da pequena Ox-Bow, em Nevada, à três ladrões de gados. No escuro da noite o grupo encontra três homens que dormem ao pé de uma frondosa árvore: um velho; um mexicano e um jovem aflito tentando provar inocência.
Em um julgamento rápido e ilegal (sem testemunhas, sem provas concretas), os três homens são condenados a mortes e executados, incontinente, por enforcamento.
O grupo retorna a Ox-Bow e, no caminho, encontram o xerife que volta de uma patrulha. Tudo fica esclarecido. O remorso leva o líder daqueles homens, ainda sedentos de sangue, ao suicídio, ao chegar à sua casa. O desespero aumenta quando um dos homens do grupo lê uma carta, deixada pelo jovem à sua família. O texto é um grito de alerta contra a intolerância:


"Minha querida esposa,
O Senhor Davies lhe contará tudo. Ele é um bom homem e fez tudo o que pode por mim. Acredito que haja outros homens bons aqui, mas, não sabem o que estão fazendo. São desses que eu tenho pena, pois, para mim, está acabado. Mas, eles irão lembrar disso para sempre.
Um homem não pode apossar-se da lei e enforcar pessoas sem ferir o resto do mundo. Porque ele não está violando uma lei só, mas, todas as leis. Lei é muito mais do que palavras escritas em um livro ou juízes e xerifes contratados para seguí-la. É tudo o que as pessoas descobriram sobre justiça. E o que é certo ou errado. É a consciência da humanidade. Não pode haver civilização sem que as pessoas tenham consciência. Se as pessoas ferem a Deus, como ficam suas consciências? E o que é a consciência, se não um pedaço da consciência de cada um?
É tudo o que tenho a dizer.
Beije as crianças por mim. Deus lhe abençoe.
Seu marido,
Donald"

ESTRELANDO... VERA MILES

Por causa desta linda loirinha Martin Pawley (Jeffrey Hunter) foi às tapas com Charlie McCorry (Ken Curtis), em Rastros de Ódio (The Searchers, 1956). Ela terminou ficando com o primeiro. Em O Homem que Matou o Facínora (The Man Who Shot Liberty Vallance, 1962) - ambos de John Ford - estava noiva Tom Doniphon (John Wayne) e acabou casando com Ransom Stoddard (James Stewart) - Dizem que mulher tem aquele dom, que chamam de sexto sentido. Ou seja: enquanto o primeiro ficou cultivando seus cactus em Shinbone, o outro se tornou senador em Washington... Ela apostou no segundo!

Vera May Ralston nasceu em 23 de agosto de 1929, em Boise City, Oklahoma, Estados Unidos. Começou na TV depois de participar de um concurso de beleza. Ao chegar ao cinema já havia uma estrela com o mesmo nome, na Republic Pictures', ela teve de mudar para Vera Miles, e com ele fez 75 filmes (entre 1950 e 1995). E um grande número para a TV.


Disputada por Ford e Hichcock, estreou (sem entrar nos créditos) em O Azar de um Valente (When Willie Comes Marching Home, 1950), do primeiro. Depois fez filmes para James V. Kern, Paulo Henreid, William Beaudine, Eugène Lourié, Gordon Douglas, Robert Wise. Protagonizou Choque de Ódios (Wichita, 1955) de Jacques Tourneur. Naquele ano faria também Tarzan e A Selva Misteriosa (Tarzan's Hidden Jungle, 1955), de Harold D. Schuster. Foi neste filme onde conheceu o ator Gordon Scott, com quem casou. Em 1956 trabalhou com Henry Hathaway em A 23 Passos da Rua Baker (23 Paces to Baker Street), e com Robert Aldrich em Folhas Mortas (Autumn Leaves), até cair nas mãos do "mestre do suspense", Alfred Hitchcock, em O Homem Errado (The Wrong Man), com brilhante atuação. Por causa da gravidez ficou fora de Um Corpo que Cai (Vertigo, 1958. Kim Novak assumiu o papel. Dizem que o "Mestre" reclamava o tempo todo, a falta de Vera.). Voltou em Psicose (Psycho, 1960). Com John Wayne fez ainda Os Boina-Verdes (The Greem Berest, 1968), de John Wayne e Ray Kellogg, e Heróis do Inferno (Hellfighters, 1968), de Andrew V. McLaglen.

Nos anos 70 e 80 fez vários filmes. Destaque para Psicose II (PsychoII, 1983), de Richard Franklin, e Um Romance Muito Perigoso (Into the Night, 1985), de John Landis. Continua fazendo trabalhos para a televisão.
*
NOTA: Por razões que desconheço todas as cenas de Vera Miles em Os Boinas-Verdes, foram cortadas da Edição final. Nem seu nome aparece nos créditos.

CO-ESTRELANDO... DOROTHY JORDAN

Fim de tarde de um dia de 1868, no Texas. Uma mulher, ofuscada pelo sol ainda escaldante do Monument Valley, ergue sua mão sobre os olhos para melhor vislumbrar a silhueta que cavalga cortando irregularmente o horizonte. Após anos de luta o soldado confederado volta cansado, mas não derrotado - "Não acredito em rendições. Meu sabre ainda não virou ferro velho!" diz orgulhoso - da Guerra Civil Americana. É Ethan Edwards (John Wayne). A mulher é sua cunhada: Martha Edwards... Dorothy Jordan.


Nasceu em Clarksville, Tennessee, Estados Unidos, em 9 de agosto de 1906. Fez apenas 29 filmes - de 1929 a 1957. Pequenos e marcantes papéis. Seu primeiro foi em "Black Magic", de George B. Seitz. Ainda em 1929 fez "Letra e Música" (Words and Music, de James Tinling). É seu primeiro filme com John Wayne. Depois trabalharam juntos em "That's My Boy" (1932, de Roy William Neill), e "Rastros de Ódio" (The Searchers, 1956, de John Ford). Fechou sua filmografia em outro filme de Ford, e com John Wayne: "Asas de Águia" (The Wings of Eagles). Dorothy faleceu em 8 de dezembro de 1988, em Los Angeles, Califórnia.


Escrevi a cima que sua filmografia é modesta. Como foram modestos todos os seus papéis. Mas não consigo ver "Martha" ser feita por outra, com tanta competência, sentimentalismo, bravura e o heroísmo das "mulheres de Ford", como ela o fez. Em seus poucos mais de 10 minutos, no filme, Dorothy Jordan tem o domínio sobre todos e tudo em volta da família Edwards. As boas-vindas, dada por Marha à Ethan, é tão singela quanto à passagem que emoldura a cena:

- "welcome home, Ethan"

FILMOGRAFIA DE JOHN WAYNE - 003

003 - A GRANDE EMBOSCADA (The Great K & A Train Robbery, 1926)

DIREÇÃO: Lewis Seiler
GÊNERO: Faroeste
NOVELA: Paul Leicester Ford
CENÁRIO: John Stone
PRODUÇÃO: Lewis Seiler (para a Fox Film Studio)
MÚSICA: William P. Pierry
FOTOGRAFIA: Daniel B. Clark
DIRETOR DA 2ª UNIDADE/ASSIST. DIREÇÃO: Wynn Mace
DEPARTAMENTO DE ARTE: "Duke" Morrison - John Wayne: Contra-Regra (sem crédito)
OUTROS: Malcolm Stuart Boylan (desenhista do título) William Fox I (Apresentador) Karl Malkame (Restaurador)

ESTREIA: 17 de outubro de 1927
COM: Tom Mix, Tony the Horse, Dorothy Dwan, Will Walling, Harry Gripp, Carl Miller, Edward Peil Sr., Curtis "Snowball" McHenry, Sammy Cohen e "Duke" Morrison (John Wayne), em papel extra, sem crédito.

Quinta-feira, 11 de Dezembro de 2008

CROSSDRESSING

No último dia 7 de novembro a Psicóloga Eliane Kogut foi ao Programa do Jô falar sobre crossdressing. Na mesma semana outras TVs, sem a mesma qualidade global, diga-se de passagem, abordaram o mesmo tema. Afinal o que é Crossdressing (vestido atravessado, numa tradução literal em português)? A doutora explicou que "é o termo inglês que define o homem que se veste de mulher por um impulso irresistível. Segundo ela, essa compulsão tem fundo narcisista, porque o homem que se veste de mulher na verdade tem desejo sexual por si mesmo". A prática foi confirmada por "Kelly", crossdressing que estava na platéia e participou da entrevista. No telão, foi exibido um depoimento de um crossdressing anônimo. Um fato curioso salientado pela doutora Eliane é que, em suas pesquisas, ela não encontrou homossexual, apenas alguns bissexuais. Detalhe: nenhum dos entrevistados fez, ou faz, sexo caracterizado de mulher.
Em Hollywood há pelo menos dois casos conhecidos: o primeiro foi quando Doris Day chegou a sua casa e encontrou o marido, Jeff Chandler, conhecidíssimo ator de filmes faroestes, vestido com suas roupas. A loira entrou em "parafuso" e o seu analista fez fortuna com suas visitas. O segundo foi quando encontraram Albert Dekker enforcado com uma corda de seda, aos 62 anos, vestido com lingerie feminino e maquiado como mulher.

Terça-feira, 25 de Novembro de 2008

NOSTALGIA...

Clique no link abaixo... É SENSACIONAL!!!!
Ligue o som...


Stars of the old west - Astros do Velho Oeste




http://objflicks.com/thoseoldwesterns.htm

Quinta-feira, 23 de Outubro de 2008

A CARTA

Cidade do Natal, 10 de julho de 2003

Prezada Editora Denise Freire Acabo de receber, como presente de aniversário, o clássico, em DVD, Os Filhos de Katie Elder; direção de Henry Hathaway. Com John Wayne, Dean Martin, Martha Hyer, Michael Anderson Jr., Earl Holliman, Dennis Hopper, Jeremy Slate, James Gregory, George Kennedy, John Litel e (são 31 atores e atrizes neste filme), os dois excelentes coadjuvantes Strother Martin e Paul Fix. Este último contracenou em 25 dos 196, que John Wayne trabalho (números precisos!). Lembro-me que quando levantei a filmografia de Fix, uma espécie de Wilson Grey nosso, me surpreendi com 234 filmes e 86 trabalhos para a televisão (de 1925 a 1979). Por sua simplicidade era muito pouco conhecido por aqui. Mas os fãs de faroeste o reconhecem de imediato! OS FILHOS DE KATIE ELDER (The Sons of Katie Elder; 1965) foi feito em fins de 1964. Com um John Wayne acabando de sair do hospital, onde havia feito uma cirurgia para extrair um pulmão. Curiosidades: Durante toda a filmagem uma equipe médica, com uma UTI móvel, deu total assistência ao "Duque", nas horas de emergências. A história se passa no Texas, mas o filme foi todo rodado em Durango, México. E na cena da travessia da ponte, em que John Elder (Wayne) salta da carroça em movimento, no rio, junto com os seus três irmãos, sob uma chuva de balas, a equipe médica teve muito trabalho em socorrê-lo, com balões de oxigênio, devido às águas geladas do rio. A revista, anexa, traz curiosidades interessantes (que eu com fã e um farto material, não conhecia, sobre Wayne). Também sobre o diretor Hathaway.
Desejo surgerir que a Revista abra um espaço para os grandes coadjuvantes do faroeste: Ben Johnson; Hank Worden, Paul Fix, Ward Bond, Harry Carey Jr., Andy Devine, John Carradine, Woody Strode, Strote Martin (foto), Jack Pennick, Francis Ford, Victor McLaglen, Russel Simpson, e tantos outros. Ah, e as mulheres: Mae Marsh, Anna Lee, Mildred Natwick, Jane Darwell, Dorothy Jordan. Bem que eu gostaria de botar aqui o nome de todos eles. São tão esquecidos da Grande Imprensa que eu me acho no direito de engrandecê-los em minhas cartas e textos. Excelente o resgate a memória de Dean Martin, o ex-parceiro de Jerry Lewis em comédias. Martin fez dois filmes com John Wayne: Onde Começa o Inferno (Rio Bravo: 1959) e Os Filhos de Katie Elder. Tinha uma voz belíssima. É inesquecível sua interpretação de White Christimas (Natal Branco).
O vilão James Gregory é o meu ator preferido em Um Clarim ao Longe (A Distant Trumpet; 1964, de Raoul Walsh), onde faz um general que gosta de filosofar em latim. Neste filme, Gregory contracena com os belíssimos Troy Donahue e Suzanne Pleshette, o casalzinho apaixonado de Candelabro Italiano (Rome Adventure;1962, de Delmer Daves). Atenciosamente, RIO GRANDE - FÃ-CLUBE JOHN WAYNE

FRASES...

O grande produtor de cinema, Samuel Goldwyn era famoso também por suas frases sem pé e nem cabeça. Abaixo, algumas das mais famosas...:

"Inclua-me fora disso"
"Li parte do livro até o fim"
"Um acordo verbal não vale nem o papel em que está escrito"
"Deveriam examinar a cabeça de quem consulta um psiquiatra"

*********
Extraído da Revista Set

Sábado, 27 de Setembro de 2008

UM MINUTO DE SILÊNCIO PARA...


Paul Newman (1925-2008)

Domingo, 21 de Setembro de 2008

MAUREEN O'HARA

Sem palavras...

Quarta-feira, 9 de Julho de 2008

FICHA TÉCNICA:

O HOMEM QUE MATOU O FACÍNORA (The Man Who Shot Liberty Valance, 1962)
DIREÇÃO: John Ford
ESCRITA POR: James Warner Bellah e Willis Goldbeck.
HISTÓRIA DE: Dorothy M. Johnson
COM: John Wayne .... Tom Doniphon
James Stewart .... Ransom Stoddard
Vera Miles .... Hallie Stoddard
Lee Marvin .... Liberty Valance
Edmond O'Brien .... Dutton Peabody (Editor do The Shinbone Star)
Andy Devine .... Marshal Link Appleyard
Ken Murray .... Doc Willoughby
John Carradine .... Maj. Cassius Starbuckle
Jeanette Nolan .... Nora Ericson
John Qualen .... Peter Ericson
Willis Bouchey .... Jason Tully
Carleton Young .... Maxwell Scott
Woody Strode .... Pompey
Denver Pyle .... Amos Carruthers
Strother Martin .... Floyd
Lee Van Cleef... Reese
Robert F. Simon.... Handy Strong
O.Z. Whitehead.... Herbert Carruthers
Paul Birch.... Mayor Winder
Joseph Hoover.... Charlie Hasbrouck (repórter do 'The Shinbone Star')

ELENCO EM ORDEM ALFABÉTICA DO SOBRENOME: Mario Arteaga
Gertrude Astor
Leonard Baker
Danny Borzage
Robert Donner
Larry Finley
Shug Fisher
Helen Gibson
Sam Harris
Chuck Hayward
William Henry
Bryan 'Slim' Hightower
Earle Hodgins
Stuart Holmes
Ed Jauregui
Jack Kenny
Anna Lee
Jacqueline Malouf
Ted Mapes
Montie Montana
Bob Morgan
Charles Morton
Eva Novak
Jack Pennick
Dorothy Phillips
Stephanie Pond-Smith
Chuck Roberson
Buddy Roosevelt
Charles Seel
Slim Talbot
Ralph Volkie
Max Wagner
Blackie Whiteford
Jack Williams

PRODUÇÃO: Willis Goldbeck e John Ford (sem crédito)
MÚSICA ORIGINAL: Cyril J. MockridgeAlfred Newman (para a música "Young Mr. Lincoln"), sem crédito.
FOTOGRAFIA: William H. Clothier
EDITOR: Otho Lovering
DIREÇÃO DE ARTE: Eddie Imazu e Hal Pereira
DECORADOR DE SET: Sam Comer e Darrell Silvera
FIGURINO: Edith Head e Ron Talsky (sem crédito)
CABELEREIRO:: Nellie Manley
MAQUIAGEM: Wally Westmore
GERÊNCIA DE PRODUÇÃO: Don Robb (sem crédito)
DIRETOR DA SEGUNDA UNIDADE E ASSISTENTE DE DIREÇÃO: Wingate Smith
SEGUNDO DEPARTAMENTO: Charles Grenzbach e Philip Mitchell
EFEITOS ESPECIAIS: Farciot Edouart
DUBLÊS: Chuck Hayward, Tom Hennesy, Bryan 'Slim' Hightower, John Hudkin, Eddie Juaregui, Ted Mapes, Louise Montana, Montie Montana, Bob Morgan, Hal Needham, Chuck Roberson, Jack Williams e Irvin Talbot (todos sem créditos).

O HOMEM QUE CRIOU LIBERTY VALANCE

Hoje eu acordei pensando o que deveria escrever para lembrar John Ford. Visto que é seu aniversário de nascimento. 113 anos, para ser exato. Embora haja quem diga que o ano foi 1894. O próprio Ford jamais moveu uma palha, para corrigir os discordantes. Ao contrário, se divertia com tudo o que escreviam sobre ele.
Sobre sua história muito já se escreveu. Então decidi fazer algo diferente. Enquanto estava na cama, repassei, mentalmente, sua filmografia (os filmes que conheço, naturalmente!) e, por entre tantos e tantos bons filmes, encontrei O Homem que Matou o Facínora. "Um dos maiores westerns de todos os tempos", na opinião da crítica e dos fãs.
Todo bom cinéfilo sabe que o "Velho Oeste" teve no cinema grandes representantes. Entre eles Cimarron (idem, 1931, de Wesley Ruggles); O Cavalo de Ferro (The Iron Horse, 1924) e No Tempo das Diligências (Stagecoache, 1939), ambos do próprio Ford, Rio Vermelho (Red River, 1948, de Howard Hawks) e tantos outros. Contudo, considero este clássico do "Mestre" como uma obra-prima da História do Cinema em todos os tempos. Belíssima fotografia em preto-e-branco. No enredo diversos assuntos, de importância cidadã, são discutidos à moda do "velho caolho". De início, a violência, representada em um assalta a uma diligência. Depois, conceitos de cidadania, com o direito a educação, a importância do respeito às autoridades e instituições constituídos. E em seguida, uma aula de cidadania, democracia e civismo, com o voto de todos que ajudam a construir uma nação. E desfilam outros temas: a liberdade de expressão, a ética no jornalismo, onde o editor do jornal local, aos berros, alerta: "Sou um jornalista. Não posso ser um político. Sou a consciência do povo"! Deixando absolutamente claro que é alarmante o choque entre os dois. O lirismo também é lembrando numa cena onde John Wayne presenteia sua noiva, com uma flor que floresce num cacto, dizendo: "As rosas dos cactos estão florescendo". É uma bela e poética frase sintetizando um daqueles que talvez seja o mais melancólico dos westerns. Mas que também, deixa mais que evidente que Ford foi "O Poeta das Pradarias".
No elenco, Edmund O'Brian está soberbo como "Editor, redator, dono e faxineiro do Shinbone Star", segundo ele próprio. John Carradine, com uma aparição rápida, dá um banho de interpretação. É cômica a cena em que ele abre a convenção do seu partido dizendo: "vinha eu para esta assembléia, com um discurso previamente preparado, mas (...)". E num gesto teatral amassa o tal discurso, jogando-o no chão. Um dos assistentes, no auditório, pega o papel e não há nada escrito. E aí se percebe as tão famosas e conhecidas mentiras de políticos em suas campanhas. Destaques também para Lee Marvin, como Liberty Valance, sem dúvida um dos grandes vilões em sua carreira. A doçura de Vera Miles. A presença (paradoxalmente) quase "oculta" de Woody Strode. John Wayne e James Stewart dispensam comentários...
Eu não saberia dizer, sem nenhum exagero, quantas e quantas vezes já vi este grande trabalho cinematográfico. Quando me dá vontade, pego minha cópia, em VHS, e rodo. E confesso que cada vez fica uma lição... Lição da nossa tão sonhada cidadania...
A crítica tem toda razão ao afirmar que é "um dos maiores westerns de todos os tempos".
Obs.: texto escrito em 01.02.2008

Sexta-feira, 16 de Maio de 2008

JOHN WAYNE "VENDE" CIGARROS...


TRIBUTO AO CINEASTA JOHN FORD

Em agosto de 2003, por ocasião dos 30 anos do falecimento do cineasta John Ford, o Rio Grande - Fã-Clube - John Wayne lhe prestou um tributo nas instalações do CineSesc do Centro, em Natal. Três filmes fora exibidos para os comerciários: No Tempo das Diligências (Stagecoach/1939), Depois do Vendaval (The Quiet Man/1952), e Rastros de Ódio (The Searchers/1956). Sucesso absoluto. Todos os dias tivemos o auditório lotado.

Sexta-feira, 9 de Maio de 2008

A ARTE IMITANDO A ARTE...












Vinte anos separam estas duas fotos: a primeira, tirada em 1949, quando John Wayne e Forrest Tucker trabalharam juntos em Iwo Jima (Sands of Iwo Jima, de Allan Dwan). A segunda é durante as filmagens de Chisum-Uma Lenda Americana (Chisum, de Andrew V. McLaglen), em 1970.
* * * * * * * * * *
Extraído da Revista Ringo, n° 14 - 1971. Rio Gráfica e Editora

CO-ESTRELANDO... ANNA LEE

Quando o tenente-coronel Owen Thursday (Henry Fonda) chega ao Forte Apache para comandá-lo, é noite. Acordes musicais, executados pela banda daquela caserna, denuncia festa. Comemora-se o aniversário do ex-presidente George Washington (1732-1799). Uma mulher desliza suavemente no salão, nos braços do capitão Kirby York (John Wayne). A graciosa dama é a senhora Emily Collingwood (Anna Lee), esposa do então comandante capitão San Collingwood (George O'Brian). A cena é tipicamente fordiana, onde a vida dos pioneiros, em meios a índios, invernos rigorosos e tantas outras dificuldades da fronteira no sudeste americano, há espaço para a descontração: o prazer de se viver feliz, sempre que o momento proporcionar.
Duvido que o cinema tenha nos proporcionado uma mulher de expressões tão doces quanto Anna Lee. Nascida Joan Boniface Winnifrith, em 2 de janeiro de 1913, em Kent, Inglaterra. Fez teatro e cinema em seu país, onde estreou no filme Say It With Music, 1932, de Jack Raymond. Depois de mais de vinte filmes mudou-se para Os Estados Unidos, em 1939. Foi uma das chamadas "Mulheres do Mundo de Ford". O primeiro com ele foi Como Era Verde o Meu Valle (How Green Was My Valley, 1941). O "Velho" gostava muito dela e sempre lhe dava um papel - foram seis filmes. Que, aliás, mesmo se fosse pequeno, ela o transformava em marcante. Foi uma das Sete Mulheres (7 Women, 1966), no último filme de John Ford, ao lado de Anne Bancroft, Sue Lyon, Margaret Leighton, Flora Robson, Mildred Dunnock e Betty Field.
Nos anos 60 fez clássicos como O Que Terá Acontecido A Baby Jane? (What Ever Happened to Baby Jane?, 1962), de Robert Aldrich, e foi a terna irmã Margaretta de A Noviça Rebelde (The Soun of Music, 1965), de Robert Wise, onde sempre intercedia por Maria (Julie Andrews), junto a madre superiora Abbess (Peggy Wood). Sua filmografia consta de 74 filmes e um trabalho recente para a televisão - a série General Hospital - onde atuava em uma cadeira de rodas, devido um acidente de carro que a deixou paralisada da cintura para baixo.
Anna Lee trabalhou com John Wayne em 5 filmes: A Pecadora (Seven Sinners, 1940), de Tay Garnett, Os Tigres Voadores/A Esquadrilha Mortal (Flying Tigers, 1942), de David Miller, Sangue de Herói (Fort Apache, 1948), Marcha de Heróis (The Horse Soldiers, 1959), e O Homem que Matou o Facínora (The Man Who Shot Liberty Valance, 1962), os três de Ford.
Anna Lee nos deixou recentemente, 14.05.2004. Morreu aos 91 anos, em sua casa, nos arredores de Beverly Hills, Califórnia.

CO-ESTRELANDO... JACK PENNICK

Jack Pennick provavelmente é o ator mais fordiano que existiu - depois de Henry Carey, creio eu. Foram 40 filmes juntos, dos 140 em que trabalhou, entre 1926 e 1962, atuando quase sempre no mesmo papel. Para o meu visitante ter uma idéia, ele foi sargento (da cavalaria ou da marinha americana) 19 vezes. Vários condutores de carroças e diligências, capitão, barman e gângster. Às vezes nem falava, mas foi presença forte nos filmes do "Mestre". Quem não lembra dele ou não viu filmes de Ford ou não prestou atenção naquele tipo pencudo, com cara de poucos amigos. Ele sempre estava lá. Algumas vezes o personagem nem era importante, mas, ele estava lá. Foi um daqueles atores que não podia faltar. Era parte da "paisagem fordiana". Frank Borzage, Victor Fleming, F. W. Murnau, Cecil B. DeMille, Howard Hawks, Clarence Brown, Henry Hathaway e muitos outros diretores aproveitaram o talento deste grande ator com uma tremenda cara de irlandês, nascido Robert Jack Pennick, em 7 de dezembro de 1895, em Portland, no Estado americano do Oregon.

J. Ronald Pennick, Jake Pennick, Ronald J. Pennick, Jack Pennuck, ou seja lá como aparecia nos créditos, começou sua carreira em A Águia Azul (The Blue Eagle, 1926; de John Ford). Trabalhou com John Wayne em 19 filmes:
- Quatro Filhos (Four Sons, 1928)
- Justiça do Amor (Hangman's House, 1928)
- A Guarda Negra (Black Watch, 1929)
- No Tempo das Diligências (Stagecoach, 1939)
- A Longa Viagem de Volta (The Long Voyage Home, 1940)
- Fomos Os Sacrificados (They Were Expendable, 1945)
- Sangue de Herói (Fort Apache, 1948)
- O Céu Mandou Alguém (3 Godfathers, 1948)
- Legião Invencível (She Wore a Yellow Ribbon, 1949)
- Rio Bravo (Rio Grande, 1950)
- Rastros de Ódio (The Searchers, 1956)
- Asas de Águia (The Wings of Eagles, 1957)
- Marcha de Heróis (The Horse Soldiers, 1959)
- O Homem que Matou o Facínora (The Man Who Shot Liberty Valance, 1962)
- A Conquista do Oeste (How the West Was Won, 1962). Todos de Ford.
- O Carnaval da Vida/A Dama de Louisiana (Lady From Louisiana, 1941,
de Bernard Vorhaus)
- A Estranha Caravana/O Lutador de Kentucky (The Fighting Kentuckian, 1949, de George Waggner)
- Águas Traiçoeiras (Operation Pacific, 1951, de George Waggner)
- O Álamo (The Álamo, 1960, de John Wayne).
Além de atuar, em Sangue de Herói, Pennick foi Assistente de Direção. Em Como Era Verde O Meu Vale (How Green Was My Valley, 1941), assistente de Ford. Em Domínio dos Bárbaros (Tee Fugitive, 1947, de John Ford), Assistente Executivo. Em O Azar de Um Valente (When Willie Comes Marching Home, 1950, de John Ford), Oh! Susanna (1951, de Joseph Kane), The Light in the Forest (1958, de Herschel Daugherty), e O Álamo (The Alamo, de John Wayne), Conselheiro Técnico. Jack Pennick faleceu em 16 de agosto de 1964, em Manhattan Beach, Califórnia.
NOTA: no filme No Tempo das Diligências, nega um "trago" ao Dr. Boone (Thomas Mitchell). Em Fomos Os Sacrificados, preste a dar baixa da marinha, seus companheiros lhe fazem uma homenagem. A cantoria os impedem de ouvir, pelo rádio, a notícia de que o Japão atacou Pearl Harbor. E em Audazes e Malditos (Sargeant Rutledge, 1959, de John Ford), no julgamento, satura as crises da Srª Cordelia Fosgate (Billie Burke), testemunha de acusação ao sargento Rutledge (Woody Strode), que, para fazer um juramento, exige uma bíblia versão do rei Tiago. É sorriso na certa!

FILMOGRAFIA DE JOHN WAYNE - 002

002 - BARDELYS THE MAGNIFICENT (1926)

DIREÇÃO: King Vidor

GÊNERO: Drama/romane
ADAPTAÇÂO: Dorothy Farnum, de uma NOVELA de Rafael Sabatini

MÚSICA: William Axt e R.H. Bassett
FOTOGRAFIA: William H. Daniels
FIGURINO: André-ani e Lucia Coulter
DEPARTAMENTO DE ARTE: James Basevi, Richard Day e Cedric Gibbons
DUBLÊ: "Duke" Morrison (John Wayne)

ESTRÉIA: 30 de setembro de 1926

COM: John Gilbert, Eleanor Boardman, Roy D'Arcy, Leonel Belmore, Emily Fitzroy, George K. Arthur, Arthur Lubin, Theodore von Eltz, Karl Dane, Edward Connelly, Fred Malatesta, John T. Murray, Joe Smith Marba, Daniel G. Tomlinson, Emile Chautard, Max Barwyn, Gino Corrado, Lou Costello e "Duke" Morrison
(John Wayne), como guarda.

O ÁLAMO SEGUNDO JOHN WAYNE

No início dos anos 50 John Wayne planejou filmar a história do Álamo. Ele acreditava no heroísmo daqueles que tombaram em busca de liberdade. No Peru, onde procurava um local para as locações do filme, conheceu sua terceira esposa: Pilar Palette (Pilar Wayne). Mas essa é outra história. Em 1960 Wayne reunião um grupo de amigos, investiu tudo o que tinha - casas, plantações de algodão, poços de petróleo - e, juntos, fizeram um épico. Um dia, durante as filmagens da batalha principal, John Ford apareceu no set e conversou com Wayne. Sentou-se na cadeira de diretor e fez algumas tomadas. Depois apagou o charuto e foi embora. Há quem diga que essa visita teria aumentado o orçamento do filme em mais de 200 mil dólares.

A BATALHA DO ÁLAMO

Todo aficionado por filmes de faroestes certamente já ouviu falar em "O Álamo", símbolo do heroísmo de um punhado de colonos estrangeiros - europeus e americanos - lutando contra a tirania do ditador mexicano, o generalíssimo Antonio López de Santa Anna (1794-1876) e tornar o Texas um Estado independente do México.
Construído em 1724, distante um quilômetro de San Antonio de Béxar, serviu no início como missão espanhola - Missão de San Antonio de Valero - para abrigar índios convertidos ao cristianismo católico romano. Em 1800 soldados espanhóis ocuparam o prédio e o chamaram de Álamo. Depois foi transformado em depósito de uma firma comercial, com sede em Álamo de Paras, Coahuila, México.
Forte Álamo foi defendido por pouco mais de 180 voluntários - liderados por William Travis (1809-1836), James Bowie (1795-1836) e David Crockett (1786-1836). O número de soldados mexicanos era 20 vezes maior. A resistência levou 13 dias - 23 de fevereiro de 1836 - até a rendição. No último dia a batalha começou cedo; ás 5:h os canhões começaram a cuspir fogo. Ás 6:30 tudo havia acabado. Entre os defensores não houve prisioneiros ou feridos - só mortos. Por ordem de Santa Anna todos os corpos foram incinerados. O general Jefferson Green escreveu: "O desastre de Leônidas, lutando contra Xerxes, nas Termópilas teve o seu mensageiro. O Álamo, nem isso."
A batalha, mesmo perdida pelos seus bravos defensores "É uma terrível saga de sangue e coragem"; segundo o historiador John Meyer Meyers. No conjunto dos combates heróicos de Valey Forge, de Bois Belleau e de Midway, o massacre no Forte Álamo constituiu um dos capítulos mais glorioso da história dos Estados Unidos.



NOTA I - Defensores e suas origens, tombados naquele 6 de março de 1836: Juan Abamillo, San Antonio - R. Allen Mills DeForrest Andross, Vermont - Micajah Autry, N.C. - Juan A. Badillo, San Antonio - Peter James Bailey, Ky.- Isaac G. Baker, Ark. - William Charles M. Baker, Mo. - John J. Ballentine Richard W. Ballantine, Scotland - John J. Baugh, Va - Joseph Bayliss, Tenn. - John Blair, Tenn. - Samuel C. Blair, Tenn. - William Blazeby, England - James Butler Bonham, S.C. - Daniel Bourne, England - James Bowie, Tenn - Jesse B. Bowman - George Brown, England - James Brown, Pa. - Robert Brown - James Buchanan, Ala. - Samuel E. Burns, Ireland - George D. Butler, Mo - Robert Campbell, Tenn. - John Cane, Pa. - William R. Carey, Va. - Charles Henry Clark, Mo - M.B. Clark - Daniel William Cloud, Ky.- Robert E. Cochran, N.J. - George Washington Cottle, Tenn. - Henry Courtman, Germany - Lemuel Crawford, S.C. - David Crockett, Tenn. - Robert Crossman, Mass. - David P. Cummings, Pa. - Robert Cunningham, N.Y. - Jacob C. Darst, Ky. - John Davis, Ky. - Freeman H. K. Day - Jerry C. Day, Mo. - Squire Daymon, Tenn. - William Dearduff, Tenn. - Stephen Dennison, England - Charles Despallier, La. - Almeron Dickinson, Tenn. - John H. Dillard, Tenn. - James R. Dimpkins, England - Lewis Duel, N.Y. - Andrew Duvalt, Ireland - Carlos Espalier, San Antonio - Gregorio Esparza, San Antonio - Robert Evans, Ireland - Samuel B. Evans, N.Y. - James L. Ewing, Tenn - William Fahbaugh, Ala. - John Flanders, Mass. - Dolphin Ward Floyd, N.C. - John Hubbard Forsyth, N.Y. - Antonio Fuentes, San Antonio - Galba Fuqua, Ala. - William H. Furtleroy, Ky. - William Garnett, Tenn. - James W. Garrand, La. - James Girard Garrett, Tenn. - John E. Garvin - John E. Gaston. Ky. - James George - John Camp Goodrich, Tenn. - Albert Calvin Grimes, Ga. - Jose Maria Guerrero, Laredo, Tex. - James C. Gwynne, England - James Hannum - John Harris, Ky. - Andrew Jackson Harrison - William B. Harrison, Ohio - Charles M. Haskell (Heiskell), Tenn. - Joseph M. Hawkins, Ireland - John M. Hays, Tenn. - Patrick Henry Herndon, Va. - William D. Hersee, England - Tapley Holland, Ohio - Samuel Holloway, Pa. - William D. Howell, Mass. - Thomas Jackson, Ireland - William Daniel Jackson, Ireland - Green B. Jameson, Ky. - Gordon C. Jennings, Conn. - Damacio Jimenes, Tex. - Lewis Johnson, Wales - William Johnson, Pa. - John Jones, N.Y - Johnnie Kellog - James Kenney, Va. - Andrew Kent, Ky. - Joseph Kerr, La. - George C. Kimball (Kimble), N.Y. - William P. King - William Irvine Lewis, Va. - William J. Lightfoot, Va. - Jonalhan L. Lindley, IL. - William Linn, Mass. - Jose Toribio Losoya, San Antonio - George Washington Main, Va. - William T. Malone, Va. - William Marshall, Tenn. - Albert Martin, Rhode Island - Edward McCafferty - Jesse McCoy, Tenn. - William McDowell, Pa. - James McGee, Ireland - John McGregor, Scotland - Robert McKinney, Ireland - Eliel Melton, Ga. - Thomas R. Miller, Tenn. - William Mills, Tenn. - Isaac Millsaps, Miss. - Edward F. Mitchusson, Va. - Edwin T. Mitchell - Napoleon B. Mitchell - Robert B. Moore, Va. - William Moore, Miss. - Robert Musselman, Ohio - Andres Nava, San Antonio - George Neggan, S.C. - Andrew M. Nelson, Tenn. - Edward Nelson S. C. - George Nelson S.C. - James Northcross, Va. - James Nowlan, Ireland - George Pagan, Miss. - Christopher Parker, Miss. - William Parks, N.C. - Richardson Perry - Amos Pollard, Mass. - John Purdy Reynolds, Pa. - Thomas H. Roberts - James Robertson, Tenn. - Isaac Robinson, Scotland - James M. Rose, Va. - Jackson J. Rusk, Ireland - Joseph Rutherford, Ky. - Isaac Ryan, La. - Mial Scurlock, N.C. - Marcus L. Sewell, England - Manson Shied, Ga. - Cleveland Kinlock Simmons, S.C. - Andrew H. Smith, Tenn. - Charles S. Smith, Md. - Joshua G. Smith, N.C. - William H. Smith - Richard Starr, England - James E. Stewart, England - Richard L. Stockton, Va. - A. Spain Summerlin Tenn - William E. Summers Tenn - William D. Sutherland, Ala. - Edward Taylor, Tenn. - George Taylor, Tenn. - James Taylor, Tenn. - William Taylor, Tenn. - B. Archer M. Thomas, Ky. - Henry Thomas, Germany - Jesse G. Thompson, Ark. - John W. Thomson, N.C. - John M. Thruston, Pa. - Burke Trammel, Ireland - William Barret Travis, S.C. - George W. Tumlinson, Mo. - James Tylee, N.Y. - Asa Walker, Tenn. - Jacob Walker, Tenn. - William B. Ward, Ireland - Henry Warnell, Ark. - Joseph G. Washington, Tenn. - Thomas Waters, England - William Wells, Ga. - Isaac White, Ky. - Robert White - Hiram J. Williamson, Pa. - William Wills - David L. Wilson, Scotland - John Wilson, Pa. - Anthony Wolfe, England - Claiborne Wright, N.C. - Charles Zanco, Denmark - John, Negro.



NOTA II: A 1º de março de 1845 o Congresso dos Estados Unidos vota pela enexação do Texas; provocando a guerra com o México.

O ÁLAMO NO CINEMA

Creio que nenhum povo conta a sua história com mais entusiasmo - enaltecendo bravura e heroísmo - que os norte-americanos. Há alguns exageros, claro, mas quando vejo personagens da nossa história ser esquecidos, me dá água na boca a competência dos ianques. Imagino o marechal Rondon - se americano - quantos filmes não teriam contando sua saga e desbravamentos; atravessando o nosso país com um lema humanitário (e por que não dizer, cristão?) para com os índios: "Morrer, se preciso for. Matar, nunca!".
A histórica Batalha do Álamo já foi muitas e muitas vezes contada em livros, revistas, cinema e televisão. Documentários e filmes mostraram o heroísmo dos neotexanos. Vou citar alguns. O mais famoso de todos é O ÁLAMO (The Alamo, 1960; de John Wayne). Laurence Harvey, Richard Widmark, Ruben Padilla, Richard Boone e John Wayne, viveram os personagens históricos Travis, Bowie, Santa Anna, Huston e Crockett, respectivamente.
- 1911: The Imortal Alamo, de William F. Haddock. Tendo Francis Ford - irmão de John Ford - como protagonista; ao lado de Edith Storey, William Clifford e William A. Carroll.
- 1915: Martyrs of the Alamo, de Christy Cabanne. Sam De Grasse, Allan Sears e Walter Long, Alfred Paget, John T. Dillon, Fred Burns e Douglas Fairbanks; nos papeis principais.
- 1926: Davy Crockett at the Fall of the Alamo, de Robert N. Bradbury. Com Cullen Landis, Kathryn McGuire, Joe Rickson, Bob Fleming, Fletcher Norton e Bob Steele.
- 1937: Heroes of the Alamo, de Harry L. Fraser. Com Earle Hodgins, Lane Chandler, Roger William, Rex Lease, Bruce Warren, Julian Rivero e Ruth Findlay.
- 1953: The Man from the Alamo, de Budd Boetticher; com Glenn Ford, Julie Adams, Chill Wills, Victor Jory e Hugh O'Brian.
- 1955: A Última Barricada (The Last Command), de Frank Lloyd. Com Sterling Hayden, Anna Maria Alberghetti, Richard Carlson, Arthur Hunnicutt, Ernest Borgnine, Virginia Grey e J. Carrol Naish.
- 1988: Alamo: The Price of Freedom; de Kieth Merrill. Com Casey Biggs, Enrique Sandino, Merrill Connally e Steve Sandor.
- 1994: Texas (idem); com Maria Conchita Alonso, Patrick Duffy, Stacy Keach, David Keith, Grant Show e John Schneider.
- 2004: O Álamo (The Alamo); de John Lee Hancock. Com Dennis Quaid, Billy Bob Thornton, Jason Patric, Emilio Echevarría e Patrick Wilson.
O ÁLAMO FEITO PARA A TV
-1954: A Disney fez três filmes, sobre as aventuras de Davyd Crockett: DAVY CROCKETT, KING OF THE WILD FRONTIER. 1° episódio: Davy Crockett - Indian Fighter. 2° episódio: Davy Crockett Goes to Congress. 3° episódio: Davy Crockett a the Alamo. Direção de Norman Foster. Com Fess Parker, Kenneth Tobey, Don Megowan, Buddy Ebsen e Basil Ruysdael.
- 1956: Disney fez DAVY CROCKETT AND THE RIVER PIRATES; de Norman Foster. Com Fess Parker, Buddy Ebsen, Jeff York, Clem Bevans e Hank Worden.
- 1960: Spirit of the Alamo. Documentário de John Wayne.
- 1987: Álamo: 13 Dias de Glória (The Alamo: Thirteen Days to Glory), de Burt Kennedy. Com James Arness, Brian Keith, Alec Baldwin, Fernando Allende, Kathleen York, Raul Julia e Ethan Wayne (filho de John Wayne).

CINE RIO GRANDE

Cine Rio Grande Hoje. Foto do gentilmente cedida pelo amigo Geraldo Magela Maia.

UM BATE-PAPO COM PALOCHA...

"SALVEM O RIO GRANDE!" O grito é de Paulo Fracinete Rocha (sem o "n", frisa!). "Palocha", como é conhecido nas rodas cinéfilas de Natal - um dos fundadores do Cine Clube Tirol, em 1961 - nos deu uma rápida entrevista nas dependências do Cantinho Sertanejo, onde visita todos os dias para tomar um café "de gratis".

F. César Barbosa: E qual é a idéia, Palocha?

PALOCHA: A idéia é transformar o que ainda resta do Cine Rio Grande em um Museu de Cinema de Natal, antes que "vire" igreja protestante; como foi o caso do Panorama e do Nordeste. Algum vereador criar uma lei tombando o prédio. Agora, um negócio sério, sem politicagem no meio, compreendeu?

FCB: E depois?

PALOCHA: Depois o pessoal que gosta de cinema entra com o material: loby card, cartazes, filmes e tudo o mais. Criar um espaço para exposições ligadas ao cinema em Natal. Como o material do seu Fã Clube de John Wayne, por exemplo. Muita gente tem alguma coisa de cinema guardado em casa, e não há local onde expor. Aí, Ninguém sabe ninguém vê.

FCB: Recentemente um Jornal publicou uma matéria com um rapaz que tem o "X" de madeira do Cine Rex, que ele resgatou dos escombros quando da demolição do prédio. Essa "peça" é importante?

PALOCHA: Claro! Coisas assim é importante; contam a nossa História de Cinema. Na casa dele, fica um material sem valor histórico. Só ele vê. Ninguém tem acesso. Quem é esse cara?

FCB: Qual é a sua ligação com o Cine Rio Grande?

PALOCHA: Apesar de ter visto filmes nos cines São Luis, Rex, Poty, São Sebastião, São Pedro, Alecrim, Panorama e Salão Paroquial - depois chamado de Olde - O Rio Grande ficava perto lá de casa. Depois era um Cinema de Arte.

FCB: Não gosto de fazer essa pergunta, mas, sempre fico curioso para saber os 10 melhores filmes de cada colega. Quais os seus?

PALOCHA: Já vi muita coisa. Gosto de muitos, mas, vou tentar ver aqui... PAIXÃO DOS FORTES (My Darling Clementaine, 1946), de John Ford, O ÚLTIMO HURRA (The Last Hurrah, 1958)de John Ford, ENCONRAÇADO POTEMKIN (Bronenosets Potymkin, 1925), de Sergei M. Eisenstein, LUZES DA CIDADE (City Lights, 1931), de Charles Chaplin, SE TODOS OS HOMENS DO MUNDO (Si Tous les Gars du Monde, 1956), de Christian-Jaque, SANGUE DE HERÓI (Fort Apache, 1948), de John Ford, ROCCO E SEUS IRMÃOS (Rocco i suoi Fratelli, 1960), Luchino Visconti, AMARCORD (idem, 1973), de Federico Fellini, MORANGOS SILVESTRES (Smultronstället, 1957), de Igmar Bergman, OS BRUTOS TAMBÉM AMAM (Shane, 1953, de George Stevens, OS ESQUECIDOS (Los Olvidados, 1950), de Luis Buñuel, MATAR OU MORRER (High Noon, 1952), de Fred Zinneman, NAPOLEON (idem, 1927), de Abel Gance, OS COMPANHEIROS (I Compagni, 1963), de Mario Monicelli, VIDAS SECAS (1963), de Nélson Pereira dos Santos. Um filme que conta a nossa História. Passou de dez, não foi ? Agora, o filme mais bonito que vi foi (levantando a mão esquerda, com o dedo em riste e fazendo uma pequena pausa!) O Balão Vermelho (Le Ballon Rouge, 1956, de Albert Lamorisse)... Belíssimo!

FCB: Nessa sua lista há três filmes de John Ford. Você é "fordiano"?

PALOCHA: Os americanos sempre tiveram grandes diretores, mas, prefiro Ford. Dos europeus eu gosto de Visconti, Fellini, Eisenstein, Bergman, Chaplin, Renoir e Buñuel. Também prefiro a Escola Europeia de Cinema. Eles "trabalham" mais as questões sociais; e com outra forma de ver as coisas. É diferente do "comércio" americano. Agora, tem as exceções, ? Como aquele de Ford (estalando os dedos para "ajudar" a lembrar)... As Vinhas da Ira (The Grapes of Wrath, 1940).

FCB: Todo cinéfilo tem seu ator preferido. Qual o seu?

PALOCHA: Eu gosto do francês Jean Gabin.

FCB: Para concluir, quantos anos de Ribeira?

PALOCHA: Cheguei para trabalhar, como tipógrafo, na Tipografia Santo Antônio, ali na Rua Frei Miguelinho, em 1952. O dono era o coronel José Bezerra de Andrade. Em 1954 Dinarte Bezerra de Andrade, seu filho, fez sociedade com Raimundo Ribeiro da Hora - já falecido. Trabalhei até agora, em 1997, quando me aposentei. Foram 45 anos no Bairro da Ribeira.
**********
EM TEMPO: durante minha curta conversa com Palocha, uma senhora parou para cumprimentá-lo. Seu nome é Rita Silva de Sá. E disse o seguinte:
-"Eu me lembro que no início do Rio Grande fui ver um show de Ataulfo Alves. Depois vieram outros, mas, ele foi o primeiro."
Fica o nosso registro.

PEANUTS


MORREU O BOMBEIRO ADAIR, QUE INSPIROU JOHN WAYNE

Paul "Red" Adair, o mais conhecido especialista no combate a incêndios em instalações petrolíferas, morreu com 89 anos. Imortalizado por John Wayne no filme Heróis do Inferno (Hellfighters, 1968), de Andrew V. McLaglen, baseado na sua vida, ficou mais conhecido também por ter dominado os fogos nos campos petrolíferos do Kuwait, incendiados durante a invasão iraquiana em 1991.
Adair, que se orgulhava do fato de nenhum dos seus empregados ter jamais ficado ferido gravemente em centenas de combates a fogos em poços petrolíferos espalhados pelo mundo, morreu de causas naturais num hospital de Houston, Texas, Estados Unidos da América.
Paul Adair revolucionou a ciência do combate a incêndios em instalações petrolíferas utilizando explosivos, canhões de água, lama e cimento. A sua audácia e o fato de nunca ter falhado um único combate a um incêndio tornaram-no numa figura lendária.
(AP, de 01 de agosto de 2004)

Quinta-feira, 8 de Maio de 2008

REVISTA TEX

Em junho de 2003, depois de mais de 20 anos, eu volte a ler uma revista Tex. A de nº. 400- Edição Comemorativa.
Corria o ano de 1971. Aos 10 anos conheci Tex em uma banca das lojas 4.400 (Quatro Quatrocentos); depois Lobrás e Lojas Brasileiras. A revista era a de nº. 1; O SÍGNO DA SERPENTE. Depois a nº. 2; VINGANÇA DE ÍNDIA, a nº. 3; A BATALHA DE SILVER BELL e a nº. 4; FORTE APACHE. Perdi o contato só reencontrando-a em 1977, já com a Segunda Edição, quando passei a colecioná-la. E o fiz até o nº. 112; EL MUERTO. Em seguida a Editora Vecchi passou o domínio da publicação para a Rio Gráfica (depois Globo). Então começou a “moda” onde o leitor era obrigado a comprar três ou quatro revistas só para concluir uma única história. O que ocorre até hoje (fato raro, no passado). Foi aí que percebi “a força da grana que ergue e destrói coisas belas...”.
Aprendi muito com as Revistas Tex. Parte dos meus conhecimentos sobre os Estados Unidos da América, eu devo a essa revista: costumes e tradições, cidades e regiões, personagens da História Americana, etc...
Algumas histórias eu me recordo com carinho: as de nºs. * 2; VINGANÇA DA ÍNDIA, *4; FORTE APACHE, 8; HORDA SELVAGEM, 10; A FLEXA NEGRA, 15; TRAIÇÃO NA TRILHA DO OURO, 16; TERRITÓRIO APACHE, 29; CINCO FUGITIVOS DO INFERNO, 34; NAVAJOS EM PÉ DE GUERRA, 36; A FABULOSA CIDADE DO OURO, 50/51/52; FLEXAS PRETAS ASSASSINAS / TAMBORES DE GUERRA / NA POLÍCIA MONTADA, *56/57; A VINGANÇA DE APACHE KID / O DESTINO DE UM BRAVO, (a inesquecível) 58; A NOITE DOS ASSASINOS, 66/67; FANTASMAS NO DESERTO / A VINGANÇA DOS TUARÉG, 70; OS CAÇADORES DE ESCALPOS, 71; ASSALTO AO TREM, (as excelentes) 72/73; TEXAS BILL / DESFILADEIRO DO DIABO, 74/75; NA FRONTEIRA DO COLORADO / PISTOLEIRO DE LAREDO, 76; O TESOURO DO TEMPLO, 95/96/97; TERRA PROMETIDA / CHEYENNES / KENTO NÃO PERDOA 107/108/109/110. O GRANDE GOLPE / EM NOME DA LEI / A CELA DA MORTE / A SOMBRA DO PATÍBULO e, finalmente, a nº. 112; EL MUERTO. Há outras interessantes mas, essas são as de minha preferência.
Tex Willer sempre esteve acompanhado de seus inseparáveis companheiros Kit Carson, Jack Tigre (um navajo) e seu filho Kit Willer. Mas, como esquecer seus eventuais companheiros de aventuras, os infernais Jim Brandon, capitão da Real Polícia Montada do Canadá, Pat Mac Ryan, o irlandês, e Gros-Jean? Ah, o Bruxo Mouro e seu (esquisitíssimo) assistente Eusébio, alguns chefes índios, rancheiros, xerifes, oficiais do exército, entre outros...
Das “400 Capas” a de minha preferência é a do nº. 73: DESFILADEIRO DO DIABO. O título que mais gosto é o do nº. 64: OS SINOS DOBRAM POR LUCERO. Minha história preferida é a de nº. 2: VINGANÇA DE ÍNDIA. Pois trata de um fato da História dos Estados Unidos, quando o general George Armstrong Custer (1839-1876) destruiu covardemente, com seu 7º de Cavalaria, a pacífica aldeia de Chaleira Preta (Black Kettler), em 1868. Na revista Custer é vivido pelo coronel T. H. Arlington, um louco saído de West Point “com fome de glória e um montão de preconceitos que trás nas costas!” Chaleira Preta é vivido por Alce-Preto, o valoroso chefe dos uthas, que de joelhos e ferido de morte, sob a artilharia dos “Casacos Azuis”, ergue bandeira americana, em trapos; depois de ver que um tratado de paz fora quebrado, grita: "Malditos sejam, Caras-Pálidas! Vossa palavra não vale mais do que fumaça no ar!" Os índios de Chaleira Preta forma vingados em 26 de junho de 1876, na Batalha de Little Big Horn, onde Custer foi humilhadamente derrotado por sioux e cheyennes; liderados por Touro Sentado, Cavalo Doido e Galha. Na revista, Alce-Preto e sua gente, é vingado quando Arlington, viajando em um diligência, em trajes civis, já destituído do posto de coronel, é atacado por um pequeno grupo de índios, liderados por Nashya, filha de Nuvem-Vermelha, esposa de Shedar - Guerreiro que morreu sob a explosões do “grande fuzil trovejante” de Arlington.
A Tex 400 –Edição Comemorativa - veio com um atrativo diferente. Refiro-me em particular ao fato de ser colorida (eu prefiro em preto-e-branco) e com um suplemento de todas as 400 Capas publicadas. Mas o que muito me agradou foi o cenário da história HOMENS EM FUGA, totalmente ambientado no mundo “fordiano” do Monument Valley. Dos 141 filmes do mestre John Ford, 9 foram rodados na Terra Sagrada dos Navajos, que solenemente o chamavam de Natami Nez – O Alto Chefe. É possível ver cenas de Sangue de Herói (Fort Apache; 1948), na página 23. Rastros de Ódio (The Searchers; 1956), na página 24. Legião Invencível (She Wore a Yellow Ribbon; 1949), na página 52. Detalhe: só um autêntico “fordiano” é capaz de captar, com coerência, essas cenas de inigualáveis belezas, que Deus, em seu infinito poder de criação, nos presenteou para que poetas de grandeza de Ford e de um Giovanni Ticci, dessem vida em nós leitores. Sim, porque ao abrirmos a revista, personagens e paisagens se descortinam em vida, em nossa imaginação...

UM OLHAR SOBRE A PAIXÃO

Em 15 de maio de 2005, eu vi o impressionante e polêmico filme de Mel Gibson, A PAIXÃO DE CRISTO (The Passion of Christ, 2004). Um trabalho de altíssima competência deste que vem se destacando como uma das grandes promessas da direção cinematográfica. Gibson não é o primeiro ator a dirigir. Antes dele tivemos uma brilhantíssima visão de contar histórias com Charles Chaplin, Orson Welles, Woody Allen, John Wayne, entre outros. Este último acreditou em dois temas - as derrotas do Álamo e a do Vietnã - que não interessava aos americanos, levando suas produções a falência.
Para mim o roteiro do filme de Gibson não saiu dos livros de Mateus, Marcos, Lucas e João. Creio que ele escondeu de tudo e de todos que o retirou (ipsis litteris!) do primeiro volume do livro OPERAÇÃO CAVALO DE TRÓIA, do espanhol J. J. Benítez. Uma grande jogada para não pagar direitos autorais. Nenhum dos quatro evangelistas conta aquela história com tanto realismo e de assombrosa brutalidade, como o "Major", de Benítez. Aliás, percebe-se, no livro, que "João" omitiu verdades do alto grau de terrorismo psicológico e físico - um julgamento ilegal, arbitrário, na calada da noite, agravado pelo desconhecimento por parte das autoridades romanas - por que passou o Messias. Não é à toa que há estudiosos que duvidam da autoria daquele apóstolo no livro que leva seu nome. Ele foi dos "doze escolhidos", o único presente em toda caminhada rumo ao Gólgota. Seu livro - se de fato foi escrito por ele - deveria trazer riqueza de detalhes do calvário do Cristo. Ou, teve seu fiel testemunho propositadamente retirado, para proteger interesses do monopólio religioso cristão.
As ferramentas do flagelo, e os diálogos, em aramaico, hebreu e latin, são o que há de mais preciso no filme. Gibson foi extremamente feliz na idéia. Kevin Costner, no seu épico Dança Com Lobos (Dances With Wolves, 1990), usou a língua - quase extinta - "lakota" para os diálogos indígenas; dando maior credibilidade ao assunto.
Hollywood não consegue contar uma história, sem pincelá-la de fantasias. Mel Gibson não foi diferente: numa fala de Pôncio Pilatos, o governador romano ordena o centurião Abenader: "Assegure uma punição 'severa'!", referindo-se ao flagelo que deve sofrer o "Nazareno". Creio que "severo", para definir rigor, não era uma palavra usada naquela época; e só depois que o Imperador Severo infligiu pesadas perseguições aos cristãos de seu tempo. A outra "fantasia" é a cena onde uma mulher limpa o rosto de Jesus e sua imagem ensangüentada fica gravada no pano. A história de "Verônica", na bíblia, não existe! É uma das muitas criações do imaginário fanatismo Católico Apostólico Romano. Como os "três" reis Magos: Gaspar, Baltazar e Belchior; o 25 de dezembro como dia do nascimento de Jesus, etc...

O CAST...
JESUS, vivido por James Caviezel, tem aspecto de galã de Hollywood, onde a regra é "pintá-lo" com os traços "americano" de Jeffrey Hunter, no papel, em Rei dos Reis (King of Kings; 1961, de Nicholas Ray).

MARIA, vivida por Maia Morgenstern, teve uma atuação terna, presente e paradoxalmente discreta, consciente da estranha e divina Missão do seu filho. Sua simplicidade contrastou anos-luz, com a péssima atuação de Jacqueline Bisset, em Jesus (idem; 1999, de Roger Young): "Maria" de gestos artificiais, sofisticada, independente, de opiniões avançadíssimas, numa Palestina onde a mulher era a quinta pessoa, depois de ninguém.

PÔNCIO PILATOS, com o búlgaro Hristo Naumov Shopov, perfeito! Aliás, o Procurador da Judéia sempre esteve bem representado no cinema; até na comédia A Vida de Brian (Life of Brian; 1979, de Terry Jones), onde Michael Palin o fez caricato e gago. Outros grandes nomes passaram por este papel: Richard Boon, Hurd Hatfield, Arthur Kennedy, Telly Savalas, Rod Steiger e, David Bowie. Harvey Keitel fez um excelente Pilatos, em A Investigação (L' Inchiesta, 1987, de Damiano Damiani), preocupado em salvar seu pescoço, das mãos de Tibérius, por causa da crucificação, e ressurreição, de um judeu chamado Jesus, três anos antes. Em Ben-Hur (idem, 1959, de William Wyller), Frank Thring investe todo talento da aristocracia romana, para coroar um Charlton Heston, vencedor da corrida de bigas.

JUDAS, Luca Lionello, estar muito bem, no papel de traidor. Mas, o melhor dos "Judas", creio, é o de Rei dos Reis: Rip Torn. Ele é o mais consciente dos "traidores". Membro da resistência zelote, contra a Ocupação Romana na Palestina, acredita que Jesus é O Messias "libertador".

PEDRO: o meu "pescador" preferido está em Quo Vadis?; vivido por Finlay Currie. Claro que ele é um "Pedro" amadurecido, já desprovido de dúvidas sobre sua missão. Um homem vivendo sua fé e a proclamando com conhecimento, poder e autoridade. O "Pedro" de Gibson, Francesco De Vito, é covarde e de atuação débio.

HERODES ANTIPAS, tem em Luca De Dominicis uma interpretação exagerada e degeneradamente "aviadada", indeciso e sem moral; diante dos líderes judeu. Também foi assim em Rei dos Reis, com Frank Thring; brilhante no papel, diga-se de passagem. Aliás, Thring tecia todos os seus personagens com seu talento, aperfeiçoado em escolas de artes britânicas.

ABENADER, Fabio Sartor, é o centurião visivelmente dividido entre a inocência de Jesus e a responsabilidade do controle sobre a turba exaltada. John Wayne fez o papel, em A Maior História de Todos Os Tempos (The Greatest Story Ever Told, 1965, de George Esteves); e acompanha "Jesus" (Max Von Sydow), no calvário, por 12 minutos. Por fim, diz:" Este era, verdadeiramente, o Filho de Deus!"

Contudo, recomendo a obra de Mel Gibson - que é, sem dúvida, um dos grandes filmes de todos os tempos - devido a temática, a fotografia, o realismo, o detalhe de cada cena e, pela reflexão que poderemos fazer do verdadeiro propósito da Paixão de Cristo.

HUMOR EM HOLLYWOOD

Assistindo a uma filmagem, um visitante disse ao diretor Henry Koster:
- O senhor parece que está tendo muito trabalho com essa moça.
- É natural -respondeu Koster.- Estou fazendo dois filmes dela ao mesmo tempo: o primeiro e o último.

COISAS DO VELHO OESTE

Há muitos anos, quando o Oeste Selvagem ainda era selvagem, um estranho chegou a cavalo a Tombstone, no Arizona, e guardou o animal na cocheira local. Era um animal esplêndido, e o cavaleiro disse a um dos que estavam admirando que o venderia barato. A transação foi efetuada; depois do pagamento feito, o novo dono perguntou:
- E o recibo ?
- Bem -respondeu o vaqueiro- o recibo vale enquanto você for caminhando para oeste. Mas não leve para leste. Nessa direção ele não tem tanto valor...

JOHN WAYNE: UM SÍMBOLO AMERICANO (ou esclarecimento)

Recentemente fui abordado por um ativista político, de esquerda, que me fez pesadas críticas ao ator John Wayne, devido suas posições políticas em favor dos Estados Unidos, em relação ao resto do mundo, e da defesa do "Duke" na intervenção americana no Vietnã , do seu filme Os Boinas Verdes (The Green Berests, 1968), justificando o conflito. Para completar, o rapaz me disse que Wayne era um canastrão, que John Ford o havia transformado em ator. Felizmente reconheceu o filme Sangue de Herói (Fort Apache, 1948), como um grande trabalho de Ford, com atuação de John Wayne, Henry Fonda e grande elenco.
Eu desejo deixar absolutamente claro que o "Rio Grande - Fã-Clube - John Wayne", o zine "Apache Express" e o blog "Na Calçada do Rio Grande", são criações minhas, sem fins lucrativos, políticos, religioso, ou qualquer outra denominação ideológica, fora do cinema e, em particular, do universo "Wayne", a quem tenho profunda admiração, como ator. O cidadão Marion Michael Morrison e suas posições políticas, certas ou erradas, são, por mim, respeitados e inquestionáveis. Wayne foi um autêntico americano, patriota, que viveu sua vida política - sem ser um político - e profissional, defendendo e acreditando nos ideais americano. E foi assim que ganhou o título, em uma medalha comemorativa, de "O americano". Ele é um símbolo em eu país. Sua noção de cidadania o levou a expor ao mundo, em 1964, que tinha câncer. E por acreditar que poderia ajudar a milhares de compatriotas, passou a divulgou sua luta, pela televisão (foi o primeiro "famoso" a tomar tal atitude). E em vida, dôo seu corpo para estudos, antes de ser enterrado. Deu nomes, e sobrenomes, a aeroportos, ruas, praças e a recém-nascidos. Um canivete multiuso, dos "marines", também leva seu nome. Centenas de revistas e livros são escrito sobre ele. Em 1970 foi escolhido, popularmente, o segundo homem mais importante na história dos Estados Unidos; à sua frente, só o presidente Abraham Lincoln.
Sobre Os Boinas-Verdes, não é muito fácil avaliá-lo como um filme bom ou ruim. Entretanto, os chamados grandes filmes sobre o Vietnã - Apocalypse Now (idem, 1979), Platoon (Idem 1986), Nascido Para Matar (Full Metal Jackt, 1987), entre outros - passam obrigatoriamente pelo filme que Wayne dirigiu e atuou. Que a crítica queira ou não!
A história já nos fez ver, muitas vezes, que arte e política, não devem se misturar. E Wayne soube disso, quando encapou uma luta contra o comunismo. Mas mesmo criticado, era reconhecida a clareza de suas posições.
Por último, seu perfil, por ele mesmo: "Eu não interpreto, reajo. Está é a coisa mais importante nos filmes. Eu sempre represento "John Wayne". Eu sou John Wayne, o caubói, sem me preocupar com o papel ou a roupa que visto. Não sou um ator e nem pretendo sê-lo. Tudo aquilo que posso fazer é vender sinceridade, e a vendo. Desde quando comecei".

ESTRELANDO... GAIL RUSSELL

Há quem diga que Gail Russell teve os olhos mais bonitos, que o cinema já exibiu. A garota, nascida em 21 de setembro de 1924, em Chicago, Illinois, debutou em A Tentação das Garotas (Henry Aldrich Gets Glamour, 1943). Com uma carreira curtíssima, em Hollywood, faria mais 22 filmes. Dentre eles Almas em Flor (Our Hearts Were Young and Gay, 1944); Calcutá (Calcutta, 1947), Ao Cair da Noite (Moon Rise, 1949), Barreiras de Sangue (El Paso, 1949), O Fugitivo de Santa Marta (The Lawless, 1950), Escola de Bravos (Air Cadet, 1951), Sete Homens Sem Destino (Seven Men from Now, 1956, de Budd Boetticher), Morrendo Como Homem (No Place to Land, 1958). Gail caiu na simpatia de John Wayne, que a fez protegida sua, com quem faria dois filmes: O Anjo e o Malvado/Regenerado Pelo Amor (Angel and the Badman, 1947), e O Rastro da Bruxa Vermelha (Wake of the Red Witch, 1948).

Em 26 de agosto de 1961, Gail Russell foi encontrada morta, em seu apartamento, em West Los Angeles. Estava com 36 anos. Seu último trabalho foi The Silent Call, 1961.





CO-ESTRELANDO... BEN JOHNSON

Reza a lenda que esta magnífica criação fordiana - nascido Francis Benjamim Johnson, em 13 de junho de 1918, perto de Foraker, no Estado americano de Oklahoma - chegou à capital do cinema trazendo uma manada de cavalos, encomendada pelo diretor Howard Hughes para o filme O Proscrito (The Outlaw, 1943). Na época ele já era um famoso campeão de rodeios, montando touros e cavalos e com essa experiência, ficou em Hollywood trabalhando como dublê. Durante as filmagens de "Sangue de Herói" (Fort Apache/1948), um incidente envolvendo três parelhas de cavalos - que atrelados a uma carroça, corriam desgovernados em direção a um grupo de atores e técnicos - mudaria o destino do rapaz, que estava no set de filmagens e conseguiu saltar sobre os animais, freando-os a tempo de evitar uma tragédia. John Ford, que só tinha um olho, mas uma visão extremamente privilegiada reconheceu o valor daquele talento e o contratou, escalando-o no mesmo filme como soldado. Há quem diga que é preciso uma lupa para encontrá-lo no meio da batalha contra os apaches liderados por Cochise. Depois teve seu nome creditado, ao lado de John Wayne, em mais seis filmes: "O Céu Mandou Alguém" (3 Godfathers/1948), filme onde seu nome aparece pela primeira vez nos créditos - Johnson é um dos patrulheiros à caça "aos três padrinhos". Em "Legião Invencível" (She Wore Yellow Ribbon/1949) ele é o homem de confiança do Forte, para assuntos indígenas. Em "Rio Bravo" (Rio Grande/1950), salva a carreira militar do coronel York (Wayne), guiando-o até os apaches, escondidos no México. Em "Jamais Foram Vencidos" (The Undefeated/1969), John Wayne lhe diz:
- "Bem, sargento, ao longo de cinco anos venho tentando que você me chame de coronel. Agora, que a guerra terminou, não será mais necessário!".
Em "Chisum - Uma Lenda Americana" (Chisum/1970) é um dos vaqueiros da fazenda de John Wayne. Também fez "Os Chacais do Oeste" (The Train Robbers/1973).
Em 1971 Ben Johnson recebeu um Oscar, como coadjuvante, por sua atuação em "A Última Sessão de Cinema" (The Last Picture Show). Seus principais filmes, além dos acima citados, são os clássicos: Monstro de um Mundo Perdido (Migthy Jeo Young, 1949), Caravana de Bravos (Wagon Master, 1950), Os Brutos Também Amam (Shane, 1953), A Face Oculta (One-Eyed Jacks, 1961), Crepúsculo de Uma Raça (Cheyenne Autumn, 1964), A Marca da Forca (Hang 'em High, 1968), Os Implacáveis (The Getaway, 1972), Louca Escapada (The Sugarland Express, 1974), Risco de Uma Decisão (Bite the Bullet, 1975), Enxame (The Swarm, 1978), Enquanto Existir Esperança (Champions, 1983) e, Cherry 2000 (idem, 1988). Nos anos 90 Johnson fez seis trabalhos para o cinema e, quatro para a televisão. Entre eles, três belíssimos filmes Meus Heróis Sempre Foram Cowbois (My Heroes Have Always Been Cowboys, 1991), Rádio Flyer (Radio Flyer, 1992), e Os Anjos Entram em Campo (Angels in the Outfield, 1994). Ainda em 1994 fez seu último faroeste: A Lenda de Taggart (Outlaws - The Legend of O. B. Taggart). Depois de mais de 70 filmes, fechou sua filmografia com um filme de um título bastante sugestivo: O Entardecer de Uma Estrela (The Evening Star, 1996).

Ben Johnson morreu no dia 8 de abril de 1996, em Mesa, Arizona. Foi uma grande perda para o cinema. Principalmente o faroeste; onde era um símbolo. Apesar de ter feito dramas, aventuras, policiais e ficção científica, a imagem, ora soldado da cavalaria, ora caubói, cavalgando nas pradarias do Velho Oeste, será a mais forte para os fãs. Seus momentos finais, na lendária e mítica caminhada para a morte - no sangrento Meu Ódio Será Tua Herança (The Wild Bunch, 1969), ao lado de Warren Oates, William Holden e Ernest Borgnine - sob os acordes de "La golondrina", é antológico...

NOTA: No filme Legião Invencível Ben Johnson repete a cena do incidente acima citado, quando pára, junto com Cliff Lyons, uma carroça desgovernada. Em Rio Bravo ele mostra todo seu conhecimento sobre cavalos. Com destaque para a exibição de uma "corrida romana", ao lado de Harry Carey Jr. Em 1953 foi Campeão Mundial de Rodeios.

FILMOGRAFIA DE JOHN WAYNE - 001

001 - MOCIDADE ESPORTIVA (Brown of Harvard, 1926)

DIREÇÃO: Jack Conway
GÊNERO: Drama/romance
PRODUÇÃO: Harry Rapf e Irving Thalberg para a Metro-Goldwyn-Mayer
TÍTULO: Joseph Farnham
ADAPTAÇÃO: Donald Ogden Stewart e A. P. Younger
TÉCNICO DE FUTEBOL: Rida Johnson Young
FOTOGRAFIA: Ira H. Morgan
EDITOR: Frank Davis
FIGURINO: Kathleen Kay e Maude Marsh
ARTE: Cedric Gibbons e A. Arnaold Gillespie
ESTRÉIA: 02 de maio de 1926

COM: William Haines, Jack Pickford, Mary Brian, Ralph Bushman, Mary Alden, David Torrence, Edward Connelly, Guinn "Big Boy" Williams, Donald Reed, Robert Livingston, Grady Sutton e "Duque" Morrison (John Wayne), como jogador de football de Yale, sem créditos.
NOTA: Primeiro filme com John Wayne, então com 19 anos, que na época creditava seu nome como "Duke" Morrisson ou Michael Morrison. Começava aqui a história cinematográfica de uma das maiores lendas do cinema de todos os tempos.

UMA BATALHA PERDIDA

Estava para ser rodada, junto a uma das Pirâmides, uma das cenas mais grandiosas e espetaculares do filme épico de Cecil B. DeMille Os Dez Mandamentos (The Commandments/1956). A cena era de batalha exigia 10.000 extras e custava 50.000 dólares, e, como é natural, era grande a ansiedade de DeMille para que tudo saísse bem. Ele preparou três câmaras: uma perto do local, outra numa plataforma que dominava a batalha e uma terceira numa colina que dominava toda a área.Quando estava tudo pronto, DeMille disparou uma pistola e a ação começou. Todos os extras representaram seus papéis com perfeição, matando e sendo mortos heròicamente. Ao final o feliz diretor gritou:

- Corta! Como foi a coisa? - perguntou ele ao cameraman mais próximo.
- Poeira demais! Não consegui nada- respondeu este.
- E você? - gritou DeMille para o homem da plataforma.
- Meu motor enguiçou! - gritou o homem em resposta.
Quase em pranto, DeMille apanhou um megafone e berrou para o homem na colina:
- "E ENTÃO, HARRY, QUE TAL?"
Fazendo sinal com a mão, o homem da colina gritou:
- QUANDO O SENHOR QUISER COMEÇAR ESTOU PRONTO, SR. DEMILLE!

NOTA: Milton Berle, citado por Art Buchwald, em Herald Tribune de Nova York. Publicado no Brasil em Seleções.

A LISTA DE *WILSON

Wilson Roberto, amigo de longuíssima data, maior autoridade em ópera, de Natal, ainda embriagado com a taça da boa música, que bebeu da OSESP - Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo, que aqui aportou, trazendo na mala Rossini, Beethoven, Camargo Guarnieri, Mozart, Strauss e outros gênios do que pode ser realmente chamado "musica". Napoleão dizia que "música não passa de ruídos". Imagino o que não diria, hoje, o herói francês, ouvindo "na boquinha da garrafa", "egüinha pocotó" e "amor de rapariga". Aliás, falando em música clássica, Natal já merecia algo assim, pois, se a sensibilidade auditiva fosse transportada para o nariz, sentiríamos um mau cheiro insuportável, ao passarmos por certas lojas de discos. Salvo raríssimas exceções... Mas, vamos falar de cinema, que é a nossa "praia". Wilson me manda a lista dos seus 10 Melhores Filmes de Todos os Tempos. Prensados no meio de tantos já vistos, pela ordem, são:

01 - "Casablanca" (idem, 1943)
02 - "Cidadão Kane" (Citizen Kane, 1941)
03 - "O Terceiro Homem" (The Third Man, 1949)
04 - "Amarcorde" (idem, 1973)
05 - "Lawrence da Arábia" (Lawrence of Arabia, 1962)
06 - "2001-Uma Odisséia no Espaço" (2001- A Space Odyssey, 1968)
07 - "Rastros de Ódio" (The Searchers, 1956)
08 - "O Poderoso Chefão I, II e III" (The Godfather, 1972/Part II, 1974/Part III, 1990)
09 - "A Guerra dos Botões" (La Guerre des Boutons, 1962)
10 - "Amadeus" (Idem, 1984)

Seus 10 diretores preferidos são: David Lean; Stanley Kubrick, Alfred Hitchcock, John Ford, Steven Spilberg, Woody Allen, Francis Ford Coppola, Charles Chaplin, Elia Kazan, e Milos Forman.

* Wilson Roberto de M. Pereira é formado em economia e direito. Escreve sobre Xadrez, filatelia, ópera e cinema.

Quarta-feira, 7 de Maio de 2008

A LISTA DE *FALVES.

Encontrei Falves Silva, no trecho Rua Gonçalves Ledo - Beco da Lama (rua Dr. Francisco Ivo) - Sebo de Jácio - Bar de Nazareno, na Cidade Alta. De cara, perguntei pela cantora Teresinha de Jesus, sua namorada, de quem sou fã. Cantando "música raiz", no início dos anos 80, fez sucesso Nordeste a fora, sob as bênçãos do mestre Sivuca. Ele me falou dos prêmios que ela têm recebido, e novos projetos. Depois "descambamos" o papo para o mundo da Sétima Arte: só lembramos de clássicos. Aproveitei a oportunidade e fiz uma rápida entrevista com o cinéfilo (em breve publicarei), enquanto ele bebericava uma "branquinha" com tira-gosto de caju (diz ele que aquilo é uma delícia!). Mas, já adianto a Lista dos seus 25 melhores Western's (por sua ordem de preferência):

01 - NO TEMPO DAS DILIGÊNCIAS (Stagecoach, 1939, de John Forda), com John Wayne; Claire Trevo, Thomas Mitchell.
02 - OS BRUTOS TAMBÉM AMAM (Shane, 1953, de George Steves), com Alan Ladd; Jean Arthur, Van Reflin.
03 - MATAR OU MORRER ( High Noon, 1952, de Fred Zinneman), com Gary Cooper; Grace Kelly, Katy Jurado.
04 - RASTROS DE ÓDIO (The Seachers, 1956, de John Ford), com John Wayne; Natalie Wood, Jeffrey Hunter.
05 - PAIXÃO DOS FORTES (My Darling Clementine, 1946, de John Ford), com Henry Fonda; Victor Mature, Linda Darnell.
06 - O HOMEM QUE MATOU O FACÍNORA (The Man Shot Liberty Valence, 1962, de John Ford), Com John Wayne; James Stewart, Lee Marvin.
07 - JOHNNY GUITAR (idem, 1954, de Nicholas Ray), com Joan Crawford; Sterling Hayden, Mercedes McCambridge.
08 - CÉU AMARELO (Yeloow Sky, 1948, de William A. Wellman), com Gregory Peck; Anne Baxter, Richard Widmark.
09 - A FACE OCULTA (One-Eyed Jacks, 1961, de Marlon Brando), Com Marlon Brando; Karl Malden, Ben Johnson.
10 - AUDAZES E MALDITOS (Sergeant Rutledge, 1960, de John Ford), com Jeffrey Hunter; Woody Strode, Constance Towers.
11 - PISTOLEIROS AO ENTARDECER (Ride the High Country, 1962, de Sam Peckinpah), com Randolph Scott; Joel McCrea, Mariette Hartley.
12 - RIO VERMELHO (Red River, 1948, de Howard Hawks), Com John Wayne; Montgomery Clift, Joanne Dru.
13 - O MATADOR (The Gunfighter, 1950, de Henry King), com Gregore Peck; Helen Westscott, Karl Malden.
14 - DUELO AO SOL (Duel in the Sun, 1946, de King Vidor e William Dieterle), com Jennifer Jones; Gregory Peck, Joseph Cotten .
15 - DA TERRA NASCE OS HOMENS (The Big Country, 1958, de William Willer), com Gregore Peck; Charlton Heston, Jean Simmons.
16 - O ÚLTIMO BRAVO (Apache, 1954, de Robert Aldrich), com Burt Lancaster; Jean Peters, Charles Bronson.
17 - ONDE COMEÇA O INFERNO (Rio Bravo, 1959, de Howard Hawks), com John Wayne; Dean Martin, Angie Dickinson.
18 - UM DE NÓS MORRERÁ (The Left Hunded Gun, 1958, de Arthur Penn) Com Paul Newman; Lita Milan, John Dehner.
19 - VERA CRUZ (idem, 1954, de Robert Aldrich), Com Burt Lancaster; Gary Cooper, Denise Darcel.
20 - SEM LEI E SEM ALMA (Gunfight at the O.K. Curral, 1957, de John Sturge), com Bust Lancaster; Kirk Douglas, Rhonda Fleming.
21 - DUELO DE GIGANTES (Missouri Breacks, 1976, de Athut Penn), Com Marlon Brando; Jack Nicholson, Randy Quaid.
22 - BUTCH CASSIDY (Butch Cassidy and the Sundance Kid, 1970, de George Roy Hill), com Paul Newman; Robert Redford, Katharine Ross .
23 - GALANTE E SANGUINÁRIO (3.10 to Yuma, 1957, de Delmer Daves), com Glenn Ford; Van Heflin, Felicia Farr.
24 - ESTIGMA DA CRUELDADE (The Bravados, 1958, de Henry King), com Gregory Pck; Joan Collins, Stephen Boyd .
25 - O ÚLTIMO POR DO SOL (The Lost Sunset, 1961, de Robert Aldrich), com Rock Hudson; Kirk Douglas, Dorothy Malone.

* Falves Silva é artista plástico, poeta visual (um dos "pais" do chamado Poema Processo, ao lado Anchieta Fernandes, Moacy Cirne) e funcionário público Estadual.

FRAGMENTO DE UM ANTIGO JORNAL CARIOCA...


COPIADO DO CINEMA...

No último dia 04/04 a Tv Globo exibiu, no capítulo da novela Duas Caras, uma cena sem dúvida retirada do Clássico AMAR FOI MINHA RUÍNA (Lave Her to Heaven, 1945,). No filme de John M. Stahl um "demônio", encarnada de mulher (Gene Tierney), força um garoto (Darryl Hickman) a nadar, tirando-lhe a vida. Felizmente, o "demônio" da novela de Aguinaldo silva (Alinne Moraes) não teve o mesmo exito.

A MÚSICA NO CINEMA: COMPOSITORES - FINAL

Como já disse anteriormente, o assunto sobre música no cinema é complicado. O visitante só pode apreciar alguns músicos e meia dúzia de três ou quatro trabalhos seus para o cinema. Portanto vou tentar concluí-lo o mais breve possível.
Quando pensei que estava terminando a pesquisa, me apareceram nomes importantes como os de Francis Lai (1932-) com sua trilha para Uma História de Amor (Love Story, 1970). Jule Styne (1905-1994), Jimmy Van Heusen (1913-1990), Harry Warren (1893-1981), Harold Arlen (1905-1986), Burt Bacharach (1928-), Irving Berlin (1888-1989), Sammy Cahn (1913-1993), Hoagy Carmichael (1899-1981), Marvin Hamlisch (1944-), Quincy Jones (1933-), Jerome Kern (1885-1945), Erich Wolfgang Korngold (1897-1957), Michael Legrand (1932-), Alex North (1910-1991), Richard Rodgers (1902-1979), e o gênio George Gershwin (1898-1937), entre tantos grandes. Gershwin, a meu ver (e não quero aqui cometer nehuma injustiça) é o maior de todos os grandes da música, não só de cinema, mas americana.
Vangelis (1943-) nos deu as trilhas cyberneticas de "Cosmos" (1980), Blade Runner - O Caçador de Andróides (Blade Runner, 1982) e 1492: A Conquista do Paraíso (1492: Conquest of Paradise, 1992). Francesco (1989). Certamente ficará como mais marcante de suas trilhas, a de Carruagens de Fogo (Chariots of Fire, 1981).
É de Alan Silvestri (1950-) a trilha de O Predador (Predator, 1987), Uma Cilada para Roger Rabbit (Who Framed Roger Rabbit, 1988), Forrest Gump - O Contador de Histórias (Forrest Gump, 1994) e Contato (Contact, 1997).
O Argentino Gato Barberi (1934-) fez as trilhas para La Patota (1960), O Rei dos Milagres (1971), Na Boca da Noite (1971), e o clássico O Último Tango Em Paris (Ultimo Tango a Parigi, 1972).
Outros músicos que desejo registrar é Franz Waxman (1906-1967) com Uma Vida Por um Fio (Sorry, Wrong Number, 1948), Leo F. Forbstein (1892-1948) e sua trilha para Festin Diabólico (Rope, 1948), Hugo Friedhofer (1901-1981) com Os Melhores Anos de Nossas Vidas (The Best Years of OUr Lives, 1946), e Florian Ficke (1944-2001) que, junto com Popol, nos deu Nosferato (Nosferato, the Vampyre, 1978).
Eu não poderia concluir um assunto rico como este, deixando de fora o italiano Ennio Morricone (1928-). É o que se pode chamar de "papa" da música no cinema. Foi ele quem deu vida ao faroeste "espaguete", que falarei em um capítulo à parte. Os do diretor Sergio Leoni (John Ford escrevia assim, com um "i"!) especialmente. Aqui eu poderia citar mais de 500 trabalhos, para o cinema e TV (de 1959 até agora), deste importante maestro, mas, ficarei com A Batalha da Argel (The Battle of Argiers, 1968). Escolhido por Pier Paolo Pasolini para compor para Teorema (1968), Decameron (The Decameron, 1970), As Mil e Uma Noites (Il Fiore Delle Mille e Una Notte, 1974), Saló - Os 120 Dias de Sodoma (Saló - I 120 Giorni di Sodoma, 1975). Compôs as trilhas de Os Intocáveis (The Untouchables, 1887), Pecados de Guerra (Casualties of War, 1989), A Missão (The Mission, 1986), e Cinema Paradiso (Nuovo Cinema Paradiso, 1989).
Ufa! Cheguei ao final...

A MÚSICA NO CINEMA: COMPOSITORES - FAROESTE


Há quem diga que "o cinema faroeste é o cinema americano por excelência". Certamente sua música não deve ficar atrás. Quando iniciei a série "Música no Cinema" meus primeiros pensamentos foram para as dos filmes de faroeste. E, sendo assim, decidi dedicar um capítulo à parte as inesquecíveis músicas do "bang-bang".
Dos compositores já citados, poucos fizeram músicas de faroeste. Contudo, Victor Young será, mais uma vez, o primeiro. Suas trilhas mais conhecidas são as de O Proscrito (The Outlaw, 1943), os inesquecíveis, Os Brutos também Amam (shane, 1953), e Johnny Guitar (1954).
Em 1991 o filme ganhador do Oscar foi Dança Com Lobos (Dances With Wolves). Acredito que o trabalho de Kevin Costne não teria a grandiosidade alcançada sem a belíssima fotografia de Dean Semler e trilha sonora composta por John Barry (1933-). Também são dele as trilhas de Monte Walsh (1970), e A Lenda do Cavaleiro Solitário (Legend of the Lone Ranger, 1980). De Alfred Newman é O Matador (the Gunfighter, 1950), Nevada Smith (idem, 1966) e, Rio de Fogo (Firecreek, 1968).
Max Steiner nos deu Cimarron (1931), Uma Cidade que Surge (Dodge City, 1939), The Oklahoma Kid (1939), O Intrépido General Custer (They Died winth Their Boots on, 1941), Silver River (1948), e Um Clarim ao Longe (A Distant Trumpet, 1964). Maurice Jarre compôs para Os Profissionais (The Professionals, 1966), Villa - O Caudilho (Villa Rides, 1968), El Condor (1970), Ambição Acima da Lei (Posse, 1975). Henry Mancini fez de Região do Ódio (The Far Country, 1954).
Acredito que Dimitri Tiomkin foi o grande compositor americano das músicas "westerns". A saber: O Galante Aventureiro (The Westerner, 1940), Duelo ao Sol (Duel in the Sun, 1946). Levou um Oscar pela trilha de Matar Ou Morrer (High Noon, 1952). Depois fez Sem Lei e Sem Alma (Gunfight at the O.K. Curral, 1957) e, Duelo de Titãs (Last Train from Gun Hill, 1959). Elmer Bernstein não foi diferente. É dele as trilhas das séries de TV "Gunsmoke" (1955-1975) e "The Big Valley" (1965-1969). E fez a trilha para O Homem dos Olhos Frios (The Tin Star, 1957), Sete Homens e Um Destino (The Magnificente Sevem, 1960), E o Bravo Ficou Só (Will Penny, 1967).
Jerry Goldsmith também assinou um episódio de "Gunsmoke". E fez ainda Sua Última Façanha (Lonely Are the Brave, 1962), Rio Conchos (1964), Hour of the Gun (1967), O Preço de um Covarde (Bandolero!, 1968), 100 Rífles (1969), Hour of the Gun (1971) e, Take a Hard Ride (1975). John Williams fez trilhas para as séries de TV: "Wagon Train" (1957-1965), "The Cowboys" (1974) e compôs a de Raça Brava (The Rare Breed, 1966).
Os maestros a seguir são pouco "bandalados", mas, suas músicas conhecidíssimas dos fãs de faroestes: a música de Winchester 73 é da competência de Walter Scharf (1910-2003). David Buttolph (1902-1983) compôs para Embrutecidos Pela Violênica (Along the Great Divide, 1951) e, Aço de Boa Têmpora (The Boy from Oklahoma, 1954). Também musicou séries de faroestes como: "Wagon Train" (1957-1965), com Ward Bond, "Maverick" (1957-1962), com James Garner, "The Virginian" (1962-1971), e filmes estrelados por Randolph Scott. George Duning (1908-2000) fez a de Um Certo Capitão Lockhart (The Man From Laramie, 1955). As trilhas de O Tirano da Fronteira (The Last Frontier, 1955), O Homem do Oeste (Man of the West, 1958) é de Leigh Harline (1907-1969), que também colaborou com "Gunsmoke". Roy Webb (1888-1982) compôs para Paixão de Bravo (The Lusty Men, 1952). Cyril J. Mockridge (1896-1979) fez as trilhas para Consciências Mortas (The Ox-Bow Incident, 1943), Paixão dos Fortes (My Darling Clementine, 1946) e, O Rio Das Almas Perdidas (River of No Return, 1955).
Desbravando O Oeste (The Way West, 1967), O Preço de Um Homem (The Naked Spur, 1953) são de Bronislau Kaper (1902-1983). Joseph Gershenson (1904-1988), que também assinava como Joseph Sanford, fez Homem Sem Rumo (Man Without a Star, 1955). A música de O Tiro Certo (The Shooting, 1967) é de Richard Markowitz (1926-1994). Entardecer Sangrento (Decision at Sundown, 1957) é de Heinz Roemheld (1901-1985). Pistoleiro do Entardecer (Ride High Country, 1962) ficou com George Bassman (1914-). Meu Ódio Será tua Herança (The Wild Bunch, 1969), Dez Segundos de Perigo (Junior Bonner, 1972) são de Jerry Fielding (1922-1980). A trilha de Butch Cassid e Sundance Kid (Butch Cassid and the Sundance Kid, 1969) é de Burt Bacharach. Hugo Friedhofer (1901-1981) fez as trilhas para Vera Cruz (Idem, 1954) e, A Face Oculta (One-Eyed Jacks, 1961). Jerome Moross (1913-1983) ficou com a do filme Da Terra Nascem Os Homens (The Big Country, 1958). Ray Evans (1915-) e Jay Livingston (1915-2001) se revezaram na belíssima, contagiante e inesquessível trilha de abertura de Bonanza (1959-1973).

A MÚSICAS NO CINEMA: COMPOSITORES - PARTE II

Quando ousei atender ao pedido de Venâncio Pinheiro, nem de longe imaginava onde estava me metendo. Mas agora que estou dentro vou até o fim. Para falar a verdade meu conhecimento sobre o assunto é de uma "pobreza franciscana". O detalhe é que eu queria escrever sobre "música", mas, aqui posso usar a velha e batida máxima, "não se fala da cria sem citar o criador". E, em se tratando de "A Música no Cinema", é a mais pura verdade.
Inicio este capítulo com Bernard Hermann (1911-1975), que também assinou a partitura de O Egípcio (The Egyptian, 1953). Importante colaborador de Alfred Hitchcock deixou sua marca, indelével, na música do cinema com Psicose (Psycho, 1961). As cenas do assassinato de Janet Leigh, no banheiro, acompanhada pela música, são uma das maiores expressões das artes cinematográficas. Depois de compor as trilhas para Cidadão Kane (citzen Kane, 1941), e As Neves do Kilimanjaro (The Snows of Kilimanjaro, 1953), O Dia em Que a Terra Parou (The Day the Earth Stood Still, 1951), Hermann caiu na "graça" de Hitchcock e compôs O Homem que Sabia Demais (The Man Who Knew Too Much,1957), onde faz uma ponta como o maestro, O Homem Errado, (The Wrong Man, 1958), e Um Corpo Que Cai (Vertigo, 1959), Intriga Internacional (North by Northwest, 1959), e Os Pássaros (The Birds, 1963). Compôs também a Trilha de Fahrenheit 451 (1966), para François Trufaut.
Elmer Bernstein (1922-2004) foi outro "cobra" em músicas para o faroeste, que também citarei no futuro. Colaborador de muitos dos grandes cineastas de Hollywood, vou registrar Os Dez Mandamentos (The Ten Commandments, 1956), O Sol é Para Todos (To Kill a Mockingbird, 1962), Fugindo do Inferno (The Great Escape, 1963).
Dimitri Tiomkin (1899-1979) foi outro "fera" na música do cinema. Especialmente em músicas para filmes de faroeste. Mas eu conto a história em um capítulo à parte. Citarei aqui apenas A Felicidade Não se Compra (It's a Wonderful Life, 1946), Pacto Sinistro (Strangers on a Train, 1951), Assim Caminha a Humanidade (Giant, 1956), Os Canhões de Navarone (The Guns of Navarone, 1961), 55 Dias em Pequim (55 Days at Peking, 1963) e A Queda do Império Romano ( The Fall of the Roman Empire, 1964).
Georges Delerue (1925-1992) foi o "Ás" das trilhas do cinema francês nos anos 50 e 60. Para se ter uma idéia, de Le Mystère du quai de Conti, em 1950, até Anne of the Thousand Days, em 1969, foram 133 trabalhos para o cinema e a televisão. Colaborou com Jean Reynaud, Louis-Emile Galey, René Rouy, Guy Loriquet, Henri Fabiani, Pierre Kast, entre outros grandes da escola de cinema francesa, até chegar a François Truffaut em Uma Mulher Para Dois (Jules et Jim, 1961). Fez a trilha de O Desprezo (Le Mépris, 1963), O Homem que Não Vendeu Sua Alma (A Man for All Seasons, 1966) e, mais recentemente, o encontramos colaborando com Oliver Stone em Platoon (idem, 1986). Em 1979 recebeu um Oscar por Um Pequeno Roamance (A Little Romance).

Les Baxter (1922-1996) musicou para o diretor Roger Calman, The Fall of the House of Usher,1960, A Manssão do Terror (The Pit and the Pendulum, 1961), Muralhas do Pavor (Tales of Terror, 1962), The Raven, 1963, e outras "assombrações". Foi um especialista em músicas paras filmes de terror.
Joseph Kosma (1905-1969) musicou A Besta Humana (La Bête Humaine, 1938) e, junto com Roger Désormières (1898-1963) adaptou as composições de Mozart, Chopin, Monsigny, Pierre-Alexandre, Straub e Camille Saint-Saëns, para o filme A Regra do Jogo (La Règle du Jeu, 1939). Também trabalhou para Marcel Carné, Paul Grimault, Raymond Bernard, entre outros.
Do lado Oriental eu posso citar a competência de Ryuichi Sakamoto (1952-). Despontou em Furyo - Em Nome da Honra (Merry Christmas, Mr. Lawrence, 1983), onde fez uma participação soberba, como o capitão Yonoi, comandante do campo japonês de prisioneiros. Compôs para O Último Imperador (The Last Emperor, 1987), e O Pequeno Buda (Little Buddha, 1993). Usando um som sintetizado em suas músicas, Sakamoto, extremamente fiel às suas origens, manda seu recado, dizendo não ser apenas, mais um compositor de cinema...
Para concluir o assunto eu vou relembrar mais quatro compositores. O primeiro é Popol Vuh (?-?), que musicou filmes para o diretor Werner Herzong: Aguirre - A Cólera dos Deuses (Aguirre, der Zorn Gottes, 1972), Nosferatu (Nosferatu: Phantom der Nacht, 1979) e Fitzcarraldo (idem, 1982).
Jerry Goldsmith (1929-2004) musicou as trilhas de O Planeta dos Macacos (Planet of the Apes, 1968), Papillon (idem, 1973), Tora Tora Tora (idem, 1970), Chinatown (idem, 1974), e No Limite da Realidade (Twilight Zone: The Movie, 1983).
Steven Spielberg levou John Williams (1932-) para musicar a grande maioria dos seus filmes: Tubarão (Jaws, 1975), Os Caçadores da Arca Perdida (Raiders of the Lost Ark, 1981), E.T.- O Extraterrestre (E.T.- the Extra-Terrestrial, 1982), Indiana Jones e O Templo da Perdição (Indiana Jones and the Temple of Doom, 1984), Império do Sol (Empire of the Sun, 1987), Indiana Jones e A Última Cruzada (Indiana Jones and the Last Crusade, 1989) e O Parque dos Dinossauros (Jurassic Park, 1993). George Lucas pegou carona e o convidou para compor as músicas de Guerra nas Estrelas (Star Wars,1977). Fez também as trilhas de A Batalha de Midway (Midway, 1976), Super-Homem, O Filme (Superman, the Movie, 1978), e Nascido em 4 de Julho (Born on the Fourth of July, 1989).
Trevor Jones (1949-) compôs as trilhas de Excalibur (1981), Coração Satânico (Angel Heart, 1987), Mississipi em Chamas (Mississipi Burning, 1988), Vítimas de uma Paixão (Sea of Love, 1989), O Último dos Moicanos (The Last of the Mohicans, 1992), e Em Nome do Pai (In the Name of the Father, 1993).

A MÚSICAS NO CINEMA: COMPOSITORES

Encontro Venâncio Pinheiro, na Confraria do Sebo da Praça, onde Antônio Lisboa satura, literalmente, toda sorte de poetas, artistas das mais diversas áreas, loucos, escritores, intelectuais, compositores, restos de uns boêmios, profissionais liberais, autoridades (de "sordado de pulíça" a "dotô" juiz), e desocupados em geral. Todos com suas crises existencialistas... Pois bem, Recebo dele a notícia de que "Na Calçada do Rio Grande" não é baton, mas anda nas bocas dos cinéfilos papas-jerimum. Acrescentou que Moacy Cirne, lá das bandas de Jardim do Seridó, sertão norte-rio-grandense, mas, radicado na "Cidade Maravilhosa" desde 1967, se encarregará de boatar minha página junto à torcida "Pó de Arroz" das Laranjeiras. Moacy é um dos "pais" do chamado Poema Processo, no Rio de Janeiro, enquanto Anchieta Fernandes e Falves Silva, entre outros, comandavam o movimento na terra de Cascudo. Isso foi em 1967. Há quem diga que a primeira paixão de Moacy foi uma tal Esther Williams... Como a garota não correspondeu ele jogou seu charme para cima do Fluminense, arriando os 4 pneus.
Entre críticas e elogios Venâncio me dá uma tremenda "cantada" para escrever sobre as belíssimas canções que dão vida aos filmes e que deixa os apaixonados de plantão com um pé na porta da igreja. Missão quase impossível, mas, lá vai...
Vou começar por Victor Young (1900-1956), um dos meus preferidos. O filme Rio Bravo (Rio Grande, 1950), traz em sua belíssima partitura inicial a marca deste famosíssimo maestro. O diretor John Ford não era muito entusiasmado com músicas em seus filmes, mas, permitiu que Young musicalizase este, que é considerado "o mais musical dos filmes de Ford", escreveu alguém certa vez. Young é um velho conhecido entre cinéfilos de todo o planeta. Por sua batuta passaram as trilhas sonoras de Por Quem os Sinos Dobram (For Whom the Bell Tolls, 1943), Sansão e Dalila (Samson of Dalilah, 1949), e O Maior Espetáculo da Terra (The Greatest Show on Earth, 1952). Seu Oscar por A Volta ao Mundo em 80 Dias (Around the World in Eighty Days, 1956) foi póstumo.
Max Steiner (1888-1971) foi outro que mexeu com sentimentos. "Quem não se lembra do 'Tema de Tara' que acompanha a saga de Scarlett O'Hara e Rhett Butler em E O Vento Levou (Gone With the Wind, 1939); ou da maravilhosa valsa para Bette Davis em Jezebel (idem, 1938), ou ainda as variações da canção 'As Time Goes By' que traduzem o romance de Rick e Ilza em Casablaca (idem, 1942)?", perguntou Paulo Rogério Mancini, em seu artigo "MAX STEINER - MAESTRO ROMÂNTICO", na Revista Set. Steiner também fez as trilhas de O Sargento York (Sergeant York, 1941), A Estranha Passageira (Now Voyager, 1942), O Gavião e A Flexa (The Flame and the Arrow, 1950), Candelabro Italiano (Rome Adventure, 1962) e o belíssimo, Os Nove Irmãos (Spencer's Mountainn, 1963). Steiner foi indicado 25 vezes ao Oscar e "influenciou e desenvolveu a trilha musical como elemento fundamental nos filmes". Sobre ele, declarou Bette Davis, para quem havia composto 20 trilhas: "Max sabe mais sobre arte dramática que qualquer um de nós.".
O diretor inglês David Lean gostava de Maurice Jarre (1924-) para musicar seus filmes: Lawrence da Arábia (Lawrence of Arabia, 1962), Doutor Jivago (Doctor Zhivago, 1965), A Filha de Ryan (Ryan's Daughter, 1970) e Passagem Para a Índia (A Passage to India, 1984), foram os principais. Entretanto a famosa marcha inglesa "Colonel Bogey", que se inicia sendo assobiada pela tropa de prisioneiros comandada pelo coronel Nicholson (Alec Guinness), executada até hoje por bandas marcias em todo o mundo, ficou sob a responsabilidade do Maestro Malcolm Arnold (1921-) no filme A Ponte do Rio Kwai (The Bridge on the River Kwai, 1957).
Nino Rota (1911-1979), preferido de Fellini em Os Boas-Vidas (I Vitelloni, 1953), A Doce Vida (La Dolce Vita, 1959) e Oito e Meio (Otto e Merzzo, 1963). Compôs clássico para Rocco e Seus Irmãos (Rocco e in Suoi Fratelli, 1960) e O Poderoso Chefão (The Godfather, 1972).
Henry Mancini (1924-1994) nos deixou trilhas para A Marca da Maldade (Touch of Evil, 1958), Bonequinha de Luxo (Breakfast at Tiffany's, 1961), e agora me diga, pelas cinco chagas de Cristo, quem nos anos 60 não assobiou "O Passo do Elefantinho" (Baby Elephant Walk), do filme Hatari (idem, 1962)? Mancini misturou sons da África "selvagem" com franceses e o resultado foi uma obra prima da música de cinema.
Miklós Rózsa (1907-1995) nos deu as trilhas de Quo Vadis? (idem, 1951), Ben-Hur (idem, 1959), El Cid (idem, 1961), e Reis dos Reis (King of Kings, 1961). Rózsa teve 17 indicações ao Oscar, tendo recebido um por Quando Fala o Coração (Spellbound, 1945).
John Barry (1933-) ganhou um Oscar por "Born Free" (1966). As trilha de O Satânico Dr. No (Dr. No, 1962), Muscou contra 007 (From Russian With Love,1963), e 007 Contra Goldfinger (Goldfinger,1964), também são suas.
O gênio Leonard Bernstein (1918-1990) fez o seu inesquecível e antológico Amor Sublime Amor (West Side Story, 1961). Sua primeira trilha para o cinema foi Um Dia em Nova Iorque (On the Town, 1949), depois fez Sindicato dos Ladrões (On the Waterfront, 1954).
Alfred Newman (1901-1970), considerado uma das expressões máximas dos compositores que fizeram a grande música do cinema - como todos os aqui citados -, tinha um "estilo essencialmente lírico, operístico, dramático e expressivo. Seu método de compor era, predominantemente, a colocação da atmosfera mais do que 'leit-motifs', a música se contrapondo à ação do filme - basicamente o estilo inventado e empregado por Max Steiner", escreveu Antônio Carlos Barbosa Dias, crítico de cinema. O tema de abertura da Fox é de Newman. Entre suas principais trilhas: Gunga Din (idem, 1939), O Egípcio (The Egyptian, 1953), O Manto Sagrado (The Robe, 1953), Suplício de Uma Saudade (Love is a Many Splendored Thing, 1955), e O Pecado Mora ao Lado (The Seven Year Itch, 1955). Indicado 45 vezes ao Oscar, levou nove para casa.

SERIADOS NA TV: ANOS 60/70

O espaço Na Calçada do Rio Grande tem me proporcionado muita satisfação e alegria com a visita, e algumas notícias, de amigos "desaparecidos" neste Mundo de Meu Deus...
Inúmeros e-mails têm chegado a minha cx. particular. Uma delas do amigo João Vianey, que depois do grande sucesso profissional, no correio norte-rio-grandense, foi à Capital Federal, para assumir um importante departamento comercial, ao lado de Marcos César - um dos primeiros fornecedores de material para o Rio Grande - Fã Clube John Wayne -, e de lá, Vianey comentou meu saudosismo fundamentalista sugerindo que eu falasse dos seriados nas tardes da TV.
Meu primeiro seriado de TV foi As Aventuras de Rin-Tin-Tin. Corria o ano de 1966 e a TV Tupy nos mostrava ferozes apaches constantemente enfrentando cabo Rusty (Lee Aaker), o sargento Biff O'Hara (John Sawyer), o tenente Rip Masters (James L. Brown) e o cão pastor alemão Rin-Tin-Tin. Vale apena registrar aqui uma curiosidade: os "humanos" fizeram filmes com John Wayne. O garoto Aaker em 1953, atuou em Hondo - Caminhos Ásperos (Hondo), de John Farrow. Sawyer fez vários com Wayne. Destaque para A Longa Viagem de Volta (The Long Voayge Home), 1940, de John Ford. E Brown fez Iwo Jima o Portal da Glória (Sands of Ywo Jima), 1949, de Allan Dwan.
Nos anos seguintes eu vi Daniel Boone, com Fess Parker (na foto com Patricia Blair), Zorro (saudade do sargento Garcia!), Perdidos no Espaço (ambos com Guy Williams), Viagem Ao Fundo do Mar, A Noviça Voadora, Terra de Gigantes, A Feiticeira, Daktari, Jornada nas Estrelas, Jeannie é Um Gênio, O Túnel do Tempo, Os Monkess, Batman "POW, BANG e ZAP" ("Santa Mulher-Gato"! A estonteante-ruivíssima-curvilínea, Julie Newmar e depois Lee Meriwether, freqüentadoras assíduas da cama das minhas fantasias... Eu desejava ardemente encontrar uma delas, num dos escuros becos de Gotham City. Viva a adolescência onanista!). Nunca fui bom em Nacional Kid e muito menos em Jornada nas Etrelas. Apesar de simpatizar com o Capitão Spock e do Dr. McCoy
Também vi Bonanza, Paladino do Oeste, com Richard Boone que, junto com Wayne, fez O Álamo (the Alamo, 1960), do próprio Wayne e O Último Pistoleiro (The Shootist, 1976), de Don Siegel. Também havia Tarzan, com Ron Ely. As imagens, em preto e branco, vinham do Recife, e aqui chegavam com péssima qualidade visual.
Na minha fase adulta vi O Incrível Hulk, A Mulher Biônica (com a outra estonteante Lindsai Wagner) e, o meu preferido, A Ilha da Fantasia. "Patrão, patrão! O avião está chegando!" Gritava Tattoo (Hervé Villechaize), o anão hiper-mulherengo da séria, ao seu enigmático e impecável chefe, em seu terno branco, o senhor Roaker (Ricardo Montalban), dono do paradisíaco resort onde a fantasia virava "realidade". Havia alguns episódios marcantes. Num deles apareceu uma loiríssima desconhecida, de nome Athena, fantasia de um marinheiro tarado por mulheres (que bom gosto!): Michelle Pfeiffer.
Nota: Hervé era anão mais seus órgãos internos eram de adultos. Sofrendo dores físicas e psicológicas, por seu afastamento das telas, suicidou-se com um tiro em 3 de setembro de 1993.

PARCERIA ENCANTADORA

Pois é: O velho John Wayne teve num dos seus filmes a parceria da mais encantadora atriz dos anos 30: a estrelinha mirim Shirley Temple. É verdade que ela já perdera a graça da idade infantil, que a fizera famosa em mais de 30 filmes com que Hollywood tentava desviar as mentes da crise econômica que se aproximava.
A coisa aconteceu já no ano 1948, quando Shirley completara já 20 anos. O filme foi "Fort Apache - Sangue de Herói" (Um dos títulos no Brasil). Nele, o diretor John Ford, mais uma vez se serviu do brilhante trabalho de intérprete de John Wayne, desta vez para iniciar uma série de três filmes de exaltação à cavalaria americana (os outros dois foram: "Legião Invencível" e "Rio Bravo").
A partir do ano de 1934 a 20th Century Fox resolvera assumir a paternidade da "febre" Shirley Temple, produzindo uma série de filmes para serem lançados interpretados pela pequena atriz, cantora e bailarina. Geralmente, estórias muito sentimentais, envolvendo partes de danças e música. Numa delas, "Agora e Sempre" (Now and Forever) de 1934, e dirigida por Henry Hathaway, Shirley atuou ao lado do grande caubói do cinema Gary Cooper.
Para se aquilatar o nível de destaque dado à personagem de Shirley, veja-se o texto da publicidade com que o filme era anunciado no jornal "A República", quando estreou em Natal a 15 de dezembro de 1935: "Ele (Cooper) devasta o coração de mil mulheres, mas o dele, devastou-o afinal uma mulherzinha de cinco anos: E brincando, dançando, cantando, sorrindo, a petizinha acabou reinando soberana naquele coração indomável".
(Texto de Anchieta Fernandes. Exclusivo para o Na Calçada do Rio Grande).

CHARGE: FILME CONFUSO...







EDMAR BREGMAM - Clauco. Folha de São Paulo de 10/08/2001

O CINEMA NA FILATELIA - CLÁSSICOS DE 1939

Filatelia é a ciência e a arte de lidar com selos postais. Criando na Inglaterra, em 1840, por Sir Rowland Hill, visava melhorias na receita postal, enfraquecida pela esperteza de alguns súditos que não gostavam de pagar o valor das cartas recebidas. Na época a correspondência era paga por quem a recebia. Então nasceu o "Penny Black", e a correspondência passou a ser paga por quem a mandava. Não tardou e outros países seguiram o exemplo. O Brasil foi o segundo a emitir selos de cartas, lançando o mundialmente famoso "Olho de Boi" em 1843.
Hoje todos os países emitem selos postais. Inicialmente os selos traziam estampados os símbolos da Nação que o emitia: Inglaterra, a efígie da rainha Vitória. Egito, as pirâmides. Japão, o Brasão, símbolo do poder, Imperial (era proibida a efígie do imperador para que os funcionários dos correios não carimbassem o rosto do monarca).
Com o tempo os selos passaram a ser, em sua maioria, comemorativos: esportes, religiões, danças típicas, fauna, flora, trages típicos, personalidades, instituições, eventos, campanhas públicas, artes e cinema, entre tantos outros, são exemplos do que os países comemoram. Com isso, além da Bandeira Nacional, o Hino, o Brasão das Armas, o selo de carta também dever ser considerado um Símbolo Nacional. Pois é ele quem visualmente "fala" das riquezas do seu país as pessoas em todo o mundo.
Em 1989 o correio americano homenageou, em selos, quatro grandes filmes, por ocasião dos 50 anos que haviam sido lançados: O Mágico de Oz (The Wizard of Oz), ...E o Vento Levou (Gone With the Wind, Beua Geste (idem) e No Tempo das Diligências (Stagecoach), com o valor facial de 25 centes, cada.
Os selos mostram Doroth (Judy Garland) com seu cãozinho Totó, Rhett Butler e Scarlett O'Hara (Clark Gable e Vivian Leigh) em "Tara", Beau Geste (Gary Cooper), Ringo Kid (John Wayne) e a diligência para Lordsburg...

POR QUE NÂO VEJO A FESTA DE ENTREGA DO OSCAR


Há muito eu não vejo uma festa de entrega do Oscar. A meu ver parece mais penteado de aeromoça: é sempre a mesma coisa. Os homens de smoking - considero uma vestimenta ridícula e desconfortante. Se for necessário paletó ou smoking, para se entrar no céu, o inferno me espera! - e as mulheres de vestidos habitualmente iguais a dos anos anteriores. Só mudam a cor e o costureiro. Sem falar no penteado "troncho" da mulher americana, que as brasileiras já imitam. Aliás, brasileiro adora imitar americano, exceto no desejo de transformar este país em uma grande nação.
Alguém já deu entender que "as maiores interpretações cênicas são soberbas", naquela noite festiva. A mulherada, com seu talento nato - chamamos comumente de fingimento - dá um banho nos homens.
Foi criado, para a ocasião, um papel "divinamente" imbecil, que é revezado, a cada ano, entre Whoopi Goldberg e Billy Crystal, contando piadas americanas para americanos. Ou seja: só eles as entendem. Os fraquíssimos tradutores globais, que não chegam a calçar as alpercatas dos de canais de TV protestantes, entram em parafuso tentando acompanhar, simultaneamente a tradução literal. Geralmente dizem a última frase inteira, deixando o telespectador com um sorriso idiota. Principalmente se ele estiver com visita na sala, de cultura medíocre, para o tal "entendido de cinema" exibir o seu falso "ingrês".
Desde 1998 que eu vejo o Oscar na fita de vídeo de um amigo. Usando uma expressão vulgar, eu diria que não tenho "saco" para ouvir aquelas maçantes músicas que concorrem ao prêmio de melhor, na categoria.
Quando há uma indicação a um filme brasileiro, cria-se um verdadeiro desastre emocional em todas as tabas. A TV Globo inflama e a torcida tupiniquim entra em delírio coletivo, acreditando que aqui se faz cinema com qualida a concorrer ao prêmio americano. Que, diga-se de passagem, é uma festa americana para premiar o melhor do "cinema americano"! Um ou outro, da comunidade britânica, se naquele momento houver interesses extra-Oscar, em jogo.
Outro ponto polêmico é sobre quem ganha os prêmios. Eu diria que alguns são, para mim, duvidosos. Sinto que há um flagrante jogo de "cartas marcadas", para premiar esse ou aquele filme. Alguns diretores já perceberam que filmar história dizendo que judeu é bonzinho, vítima do anti-semitismo ocidental secular, leva a estatueta! Steven Spielberg havia feito obras que ficaram marcadas na História do Cinema: Encurralado (Duel, 1971), Louca Escapada (The Sugarland Express, 1974), Tubarão (Jaws, 1975), Contatos Imediatos de Terceiro Grau (Close Encounters of the Third Kind, 1977), 1941-Uma Guerra Muito Louca (1941, 1979), E.T. o Extraterrestre (E.T. The Extra-Terrestrial, 1982), A Cor Púrpura (The Color Purple, 1985), Império do Sol (Empire of the Sun, 1987) - citando os de minha preferência. No dia em que atacou de A Lista de Schindler (Schindle's List, 1993), levou seis estatuetas para enfeitar a penteadeira de sua mulher, em casa. Os críticos de cinema, brasileiros, consideraram a "Oitava Maravilha do Mundo".
O que vejo do Oscar, na fita do amigo, é "In Memoriam" e alguma homenagem ao cinema antigo. Quem ganhou, ou deixou de ganhar, não me interessa.
Críticos, que acreditam só eles saber de cinema - comentam a Festa para a TV. Em 1994 Rubens Ewald Filho, convidado pelo SBT, naquela noite, disse que o Rei Leão (The Lion King), de Roger Allens e Rob Minkoff, era "apenas um desenhozinho para criança". Arnaldo Jabor, convidado da TV Globo, em 1997, disse que Robin Williams, era "um canastrão" que não merecia um Oscar. Incontinente, desliguei a TV e nem vi o rapaz ganhar e agradecer o prêmio. Ora, um crítico da qualidade e competência de Rubens Ewald Filho, não pode, não deve e não tem o direito de tentar nos empurrar goela abaixo, e que todo "zé-ninguém" sabe que foi um filme foi baseado numa obra de Shakespeare, seja apenas "um desenhozinho". Quanto ao débil julgamento sobre a arte de Robin Williams, sem comentários.
Isso e muito mais tem me mantido afastado da Festa do Oscar. E, pelo andar da carruagem, me manterá, possivelmente, para sempre. Prefiro ir dormir...

RELEMBRANDO SHANE

Mergulhado em seu intrigante estilo, em seu Classismo que representa, em elevado grau, suma poética desenvolvida por George Stevens em cada um dos seus filmes, SHANE, baseado na novela homônima de Jack Schaefer (no Brasil recebeu o incrível título de Os Brutos Também Amam, 1953), é um drama que se inicia no exame das fabulosas estórias do "Western", segue produzindo uma imagem melancólica do fastígio e remate imaginação infantil (veja o personagem Joey Starrett, interpretado por Brandon de Wilde), continua fazendo uma análise sobre as bases econômicas e sociais do Oeste mericano da época para resolver-se finalmente numa narrativa cheia de símbolos e enigmas que retratam esse fascinante anti-herói, Shane, na excelente interpretação de Alan Ladd.
O filme extasia desde o começo um intróito luminoso e cheio de júbilo, pleno de verdor e encantamento, espaço paradisíaco magnificante fotografado em tecnicolor. Com a sensibilidade de um mestre - um mestre poeta - Stevens transmite ao telespectador a situação e o método existencialista dos personagens essenciais e a eminência das lutas e/ou episódios complicados e patéticos que virão em seguida. Mas, sobretudo permanece na lembrança do espectador o modo como o cineasta com o emprego da teleobjetiva, fixa a solidão da paisagem: a humildade do povoado, a ruazinha, o diminuto saloon, detalhes que dão idéia do perfeccionista diretor de Um Lugar ao Sol (A Place in the Sun), este, por sinal, denominado por Charles Chaplin, quando de sua estréia em 1951, "O melhor filme jamais saído de Hollyood". Já que falamos sobre a belíssima cena que inaugura o filme, mencionamos, para encerrar estas notas, a sua conclusão: ao contrário do início, o desnlance de SHANE se realiza num ambiente quase turvo, entre reflexos morrediços, a atmosfera medonhamente escura, a noite aterradora cobrindo o enregelado vácuo de um espaço e tempo infinitos. Espaço e tempo que formam a estrutura de uma obra ímpar, único "Western" dirigido por George Stevens, mas que reúne a grandeza e a permanência encontáveis nos mais altos momentos de um especialista do gênero, o irlandês John Ford.
(Texto de João Charlie Fernandes, publicado no zine alternativo do Sebo Vermelho).

O DIA EM QUE LAMPIÃO ENFRENTOU JOHN WAYNE

Amanhecia. Um belo dia de céu azul sem nenhuma nuvem. Daqui a pouco o sol estará totalmente fora da serra. A noite fora fria, mas o dia prometia muito calor na pequenina Coité da Serra, perdida no Sertão seco e árido de Pernambuco.
Hora para os cangaceiros, à frente Virgulino Ferreira, tomarem de surpresa a cidade. Nenhum aviso nem de um lado de do outro. Naquele momento Coité dormia depois de uma noite de absoluta tranqüilidade.
Mas em cada esquina, a cabeça, depois o corpo todo suado e carregado de coisas, os cangaceiros. Eles iam surgindo de três em três caminhando com cautela e de arma na mão.
Os moradores dormiam a sono solto. Ninguém para testemunhar a invasão dos cabras de alparcatas comandados por Lampião. Pisavam de mansinho, olhos arregalados e ouvidos atentos. Pelo jeito de seus rostos vinham de longe. Cada passo era medido e todos em silêncio. Falar só o gestual. Em cada mão o rifle e o dedo no gatilho pronto para qualquer emergência. Na outra rua, o grupo que caminhava com Lampião permanecia atento cobrindo o chefe como se fosse uma criança. Mesmo assim Lampião, que vinha mais atrás, não largava o parabelum engatilhado.
No pátio coberto de relva já amarelecida pastavam alguns animais domésticos. Bois magros e bodes espertos.
De repente, um cachorro vira-lata atravessa aos pinotes no meio da rua, latindo. Talvez assustado com a presença dos homens estranhos e silenciosos.
Os cabras quando viram o cachorro cada vez mais afoito puseram o dedo no gatilho pronto para abrir fogo. O animal ficou só rosnando e se defendeu correndo ladeira abaixo. Bastou um dos homens de Lampião bater o pé. Passado o susto continuaram a marcha lenta e cautelosa. No fim da primeira rua descobriram o bar. A porta estava ainda fechada. No alto uma placa desbotada indicava: "bar Ponto Alegre". Na frente, o salão com as mesas e lá atrás as de bilhar. Os homens se encontravam ali com as mulheres. Era o baixo meretrício da cidade, depois ficaram sabendo.
Lampião deu o sinal verde e todos de uma só vez estavam na rua principal, em cima do "Ponto Alegre". Na outra rua, a barbearia do seu Nozinho. Adiante, a farmácia de Odilon, também proprietário da "Funerária Adeus Amigos".
A esta altura os bandidos se juntaram no pátio aguardando a abertura do bar. A sede e a fome amoleciam aqueles corpos fortes e rudes carregando armas e apetrechos comuns a eles. Mas de cinqüenta quilos no lombo. Alguns exaustos se sentaram no chão. Outros ficaram de pé seguindo o chefe.
No céu azul algumas aves à procura dos alimentos. O sol estava alto. As primeiras janelas foram abertas timidamente. As pessoas quase apareciam ao mesmo tempo, mas recuavam ao ver o movimento inusitado de cangaceiros na rua. Há anos passaram por Coité da Serra alguns cabras de Lampião. Mas de passagem apenas.
No ar, os sons dos sinos da Matriz chamando os fiéis às orações. Porém poucos se atreviam diante do pessoal armado.
O bar, finalmente, abriu. Os cangaceiros se movimentaram rápidos. Quem estava sentado pulou de pé. Sempre com o fuzil na mão. Todos se dirigiram ao "Ponto Alegre". Água e comida, a primeira ação dos forasteiros. O bar rapidamente se encheu de homens mal cheirosos e famintos.
Seu Cardoso, dono do estabelecimento, recebeu os cangaceiros com muita gentileza. Chamou Tiãozinho e ordenou alimento e água para o pessoal de Lampião. Pão, queijo de coalho, ovos, salame, conhaque e muita água da jarra, recomendou. A algazarra era grande. Coité da Serra jamais ouviu tanta gritaria. A Cidade agora pertencia aos cabras de Lampião. "E tiro só se houver precisão!" - Avisou o Capitão.
Comeram e beberam fartamente. Uns pegaram cigarro e inundaram o salão de fumaça e cheiro de álcool. A cachaça foi servida em abundância.
A delegacia de polícia não abriu as portas. Os dois únicos soldados que passaram a noite de plantão foram embora - informaram. O Capitão não gostou dessa história e mandou que cinco de seus cabras fossem buscar os soldados fujões. Custasse o que custasse. E justificou a ordem: "macaco sorto não pode ficar. É armadia!" E saíram os cangaceiros atrás dos soldados. Outros ficaram ainda no bar comendo e bebendo à vontade.
Lá fora, os comentários no pé do ouvido não eram poucos. Quase ninguém na rua. Os moradores cedo devem ter saído pelos fundos de suas casas com medo de violência.
Só depois do meio dia chegaram os cabras com os dois soldados amarrados, na presença do Capitão. Depois de ouví-los, ordenou: "Bota esses dois frouxos no xadrez, sem roupa, e traga a chave pra gente!" E falou mais uma vez: "Macaco sorto é causo de baruio. E como tamo aqui sem fazê baruio deixa os home no xilindró."
Os cangaceiros saíram com os presos. Lampião e seu bando deixaram o bar prometendo retornar à noitinha pra conhecer as mulheres e os homens valentes do lugar.
Anoitecia quando Lampião e seus homens retornaram para o "Ponto Alegre". Antes, Virgulino passou pelo velho cinema que só funcionava duas vezes por semana, e era a alegria de boa parte da população. Quando chegou ao Cine Rex despertou a curiosidade o filme anunciado. Um faroeste com John Wayne. Não resistiu e avisou para seu lugar-tenente: "De noite vô vê esse caubói!".
E saiu com seus cabras em direção ao bar. Sentaram-se, pediram conhaque e ficaram ali conversando enquanto planejavam a viagem de madrugada que iam fazer aos sertões de Alagoas.
.....................................
Bem em frente ao Cine Rex Lampião parou. Muitas pessoas, inclusive meninos entravam tranqüilamente sem pensar nos cangaceiros que invadiram a cidade. Lampião entrou com alguns dos seus cabras. O filme começou com John Wayne brigando, dando tiros, quebrando tudo para prender os bandidos. O público vibra. Chegam a bater palmas. Lampião e os cangaceiros não desviam a atenção da tela.
De repente, a cena se transforma. É Lampião e John Wayne se enfrentando num duelo de vida e morte. Lampião de punhal na mão não teme a pistola. Um avança contra o outro. Tiros. Cavalo correndo. Tumulto. Lampião derruba o caubói. A poeira sobe. Os cavalos relincham. Um inferno dantesco.
Nesse exato momento, um cangaceiro que estava sentado ao lado de Lampião percebendo que o chefe dormia, bate no seu ombro e fala: "Capitão, capitão, acorda. O filme acabou. Tá na hora de agente preparar a viaje".
O chefe acorda assustado, já com a mão no parabelum, ainda sob o efeito do sonho que tivera com John Wayne, o mais famoso mocinho do cinema, matador de índios e bandidos, mas não de cangaceiros. O pessoal que estava no cinema saía comentando as façanhas de John Wayne com os fora-da-lei de Tombstone. Perdera o bonito cavalo branco, mas ganhara o amor de Mary, a garota mais bonita filha caçula do xerife Tom Bolling.
Antes do amanhecer Lampião deixa Cuité da Serra, com seus companheiros para nova caminhada em direção do sertão alagoano, mas ainda pensando no sonho que tivera no cinema.
Coité da Serra ficou para trás. Calma e sonolenta à espera de outro dia sem cangaceiros.
(Texto de Fernando Spencer, cineasta, crítico de cinema e escritor pernambucano. A charge é de Gilvan Lira. Publicados no Jornal Cultural "O Galo", da Fundação José Augusto, Natal/RN., em fevereiro de 1997)

ESTRELANDO... MAUREEN O'HARA

Maureen Fitzsimmons nasceu em Ranelagh, nos arredores de Dublin, Irlanda, em 17 de agosto de 1920. Uma das mulheres mais bonitas e carismáticas do cinema, esta célebre ruiva de olhos verdes cativou os espectadores de todo o mundo, ainda nos anos 30. Seu primeiro papel de estrela foi Esmeralda, em O Corcunda de Notre Dame (The Hunchback of Notre Dame, 1939), de William Dieterle, ao lado de Charles Laughton, que a levou da Grã-Bretanha, onde haviam contracenado em A Estalagem Maldita (Jamaica Inn, 1939), de Alfred Hitchcock.
Em 1941 Maureen O'Hara, como é creditada em seus filmes, caiu nas mãos do mestre John Ford. Na estréia, Como Era verde o Meu Vale (How Green Was My Valley). Em seguida, com outros diretores, fez O Cisne Negro (The Black Swan, 1942), de Henry King. O Sargento Imortal (Immortal Sergeant, 1943), de John M. Stahl, Esta Terra é Minha (This Land Is Mine, 1943), de Jean Renoir. Em 1947 fez o belíssimo, De Ilusão Também se Vive (Miracle on 34th Street), de George Seaton. Depois trabalhou em comédias, aventuras, romances de épocas e faroestes.
Com John Wayne, O'Hara trabalhou em cinco filmes: Rio Bravo (Rio Grande), 1950, o inesquecível, Depois do Vendaval (The Quiet Man), 1952, Asas de Águia (The Wings of Eagles), 1957, todos de Ford. Quando um Homem é Homem (McLintock!), 1963, de Andrew V. McLaglen, filho do saudoso Victor, e finalmente, Jack, O Grandão (Big Jake), 1971, de George Sherman. Sobre a pessoa de Wayne, a quem tinha profunda admiração profissional, diria: "Tenho ciúmes de todas as outras que contracenam com ele, Cada vez que faz um filme com qualquer outra, vou visitá-lo e me sento agitada: os seus vestidos não são bons, elas não sabem representar, são erradas para o papel. É infantil, eu sei, mas não posso fazer nada. John Wayne é o ser humano mais terno, gentil, simpático e leal que conheci."
Maureen O'Hara tem em sua filmografia perto de 60 filmes. Recentemente apareceu em Mamãe Não Quer que Eu Case (Only the Lonely, 1991), de Chris Columbus, após quase 20 anos afastada das telas. Foi uma grata surpresa para todos nós, admiradores desta mulher de personalidade forte e um rosto incrivelmente inteligente. Jamais poderemos esquecer o seu sorriso angelical e materno, em Rio Bravo, e o seu divertidíssimo mau-humor, em Depois do Vendaval, o que a tornava mais encantadora.

CO-ESTRELANDO... VICTOR McLAGLEN

Filho de um pastor inglês, este herói fordiano, nasceu em 11 de dezembro de 1883, em Tunbridge Wells, Inglaterra. Foi boxeador, garimpeiro de ouro, ajudante de teatro na Austrália, e participou da Guerra dos Boer, na África do Sul. De volta a Inglaterra, começou a trabalhar no cinema. Em 1920 fez The Call of the Road, de A.E. Coleby. Depois foi para os Estados Unidos e, junto com Edmund Lowe, criou os divertidos soldados Flagg e Quirt, em What Prince Glory (1926), de Raoul Walsh. Com John Wayne, McLaglen trabalhou sempre dirigido pelas sábias mãos do mestre John Ford: "Minha Mãe" (Mother Machree, 1928), "Justiça do Amor" (Hangman's House, 1928), "A Guarda Negra" (The Black Watch, 1929), "Sangue de Herói" (Fort Apache, 1948), "Legião Invencível" (She Wore a yellow Ribbon, 1949), "Rio Bravo" (Rio Grande, 1950), e "Depois do Vendaval" (The Quiet Man, 1952) - onde vai às tapas John Wayne, tendo ao fundo uma encantadora cidadezinha irlandesa, por causa do dote de sua irmã, a ruivíssima Maureen O'Hara.

Em 1935 Victor McLaglen recebeu um Oscar por sua genial interpretação em "O Delator" (The Informer, 1935). Também de Ford, com quem já havia feito "Coração Intrépido" (The Fighting Heart, 1925), "O Moço Forte" (Strong Boy, 1929), e "A Patrulha Perdida" (The Lost Patrol, 1934). Depois fez a "Queridinha do Vovô" (Wee Willie Winkie, 1937). Mas, em sua filmografia passaram ainda a primeira versão de Beau Gest (idem, 1926), de Herbert Brenon, "A Volta Ao Mundo em 80 Dias" (Around the World in Eighty Days, 1956), de Michael Anderson, entre tantos outros grandes. Em "Gunga Din" (idem, 1939), de George Estevens, fazendo o sargento "Mac" MacChesney, dar remédio ao elefante da tropa, usando uma colher de mesa. Não há como controlar o riso (até ele rir!).
Em 7 de novembro de 1959 a imagem do orgulhoso soldado da Cavalaria dos Estados Unidos saiu de cena. Foi uma grande perda para todos os "fordiano", para quem ficou o perfil de um sargento "durão", mas com um grande, e paterno, coração de talento irlandês...